Polícia abre inquérito para apurar suposto sequestro de criança por motorista de app em BC

Caso de motorista de aplicativo que arrancou o carro com uma criança de 3 anos dentro do veículo repercutiu no início da semana; tanto a família quanto condutor registraram boletim de ocorrência

A DPCAMI (Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso) de Balneário Camboriú instaurou inquérito para apurar o caso que ficou conhecido como “falso sequestro” de uma criança de 3 anos na última segunda-feira (18).

A delegada Inara Danielle Marques Drapalski é a responsável pelo caso e já ouviu os pais da criança e o motorista de aplicativo, outras testemunhas do caso devem ser ouvidas nos próximos dias e o inquérito deve ser finalizado até a próxima terça-feira (26).

Vídeo mostra momento em que motorista de aplicativo arranca com criança dentro do carro. – Foto: Reprodução/NDVídeo mostra momento em que motorista de aplicativo arranca com criança dentro do carro. – Foto: Reprodução/ND

Relembre o caso

Câmeras de segurança flagraram o momento em que um motorista de aplicativo chega para uma corrida, no Centro de Balneário Camboriú, mas se recusa a levar a família pela quantidade de pessoas que entrariam no veículo e a ausência de cadeirinhas para as crianças.

Chamaram o motorista seis pessoas adultas e duas crianças: uma idosa de 66 anos, uma mulher de 46, outra de 26 anos, um adolescente de 19, um homem de 48 anos e outro de 36 anos, além de duas crianças, uma de 3 anos e um bebê de 6 meses.

Momentos depois, o motorista arranca com o carro, mas dentro do veículo estava a criança de 3 anos. Imagens mostram familiares batendo no carro e correndo atrás, tentando avisar que uma criança ficou no veículo. O caso ocorreu na manhã de segunda-feira (18).

As imagens circularam nas redes sociais como uma tentativa de sequestro. Tanto o motorista, de 45 anos, quanto a família, que é de Goiás e veio para Balneário Camboriú passar as férias, fizeram boletim de ocorrência. O motorista entrou em contato com a Polícia Militar e contou sua versão dos fatos.

Versão do motorista

De acordo com o relato apresentado pela PM, o motorista recebeu uma chamada pelo aplicativo de transporte. Ao chegar ao local de embarque, ele e os passageiros acabaram se desentendendo, já que havia muitas pessoas para entrar no veículo, que não tinha cadeirinha para transporte de crianças. Uma passageira tinha uma criança de colo.

O motorista correu alguns metros à frente, quando percebeu que havia uma criança dentro do veículo. Foi quando ele parou e aguardou a família buscar o menino.

Ainda de acordo com a PM, quando os familiares chegaram, houve outro desentendimento entre eles. Com medo das pessoas danificarem o carro, o motorista saiu do local e acionou a PM.

O que conta a família

A família, no entanto, apresenta outra versão dos fatos. De acordo com Dilson Resplandes Santos, avô da criança, “o motorista do aplicativo foi ‘um mau caráter’. Ele arrancou com o carro e não parou”, diz.

“Gritamos, corremos, pedimos socorro. Houve perseguição. Com toda essa comoção, com várias vias para retorno, ele só parou porque o trânsito estava carregado. Somos vítimas de um ‘desqualificado’”, lamenta Dilson.

A PM afirma que entrou em contato com a família, fato que também é desmentido pelo avô. “A PM não nos procurou. Em nenhum momento a PM foi solidária com a nossa família. Somos turistas de Goiás, investimos nossos recursos para férias”, lamenta.

O avô ainda relatou que “quando a distância dos nossos passeios é maior, alugamos van. Qual necessidade que teríamos para colocar nosso grupo em um “mini” carro. Que discussão? Que ameaça fizemos? Temos testemunhas do ocorrido. Durante estes dias de férias, como cidadãos de bem, gerando economia, não tivemos nenhuma situação inconveniente”, salienta.

A reportagem do ND+ não conseguiu contato com o motorista de aplicativo.

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