“Ele não tinha força para reagir”, fala vice-prefeito de Itaiópolis sobre pai assassinado

Erico Heilmann, de 81 anos, foi assassinado no início da tarde desta sexta-feira durante um assalto

“Foi uma covardia porque meu pai não tinha nem força para reagir”. A voz ainda saía embargada no início da noite desta sexta-feira (11), quando o vice-prefeito de Itaiópolis, no Planalto Norte, Álvaro Heilmann, falou sobre o assassinato do pai, o senhor Erico Heilmann, de 81 anos.

Erico Heilmann tinha 81 anos e morou durante toda a vida em Itaiópolis – Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação

Ele foi morto em um latrocínio no início da tarde desta sexta, na localidade de Moema, no interior do município. O vice-prefeito contou que o pai era figura conhecida na cidade na qual nasceu, cresceu e criou os três filhos. “Ele é um dos comerciantes mais antigos de Itaiópolis, começou ainda em 1966, foi membro da igreja e na juventude era músico, tocava nos casamentos, todo mundo chamava ele”, lembra.

Comerciante, músico, pai e avô, Erico foi morto com um tiro no peito quando já se preparava para fechar a mercearia, por volta das 14h, hora sagrada para a tradicional soneca da tarde. “Ele gostava de tirar uma soneca depois do almoço. Ele tinha atendido um rapaz e estava fechando a porta para ir dormir. Foi quando os caras chegaram”, fala Álvaro.

Erico estava em casa – onde também funciona a mercearia – com a esposa quando dois homens chegaram em uma moto e anunciaram o assalto. Álvaro conta que a mãe viu o momento em que o único tiro foi disparado.

“A mãe contou que eles pediram o dinheiro, o pai deu, mas nunca tinha muito e eles queriam mais. Ela disse que falou para ele: vai para lá que eles vão atirar’. E atiraram. Ele estava atrás do balcão e ela viu tudo. São duas pessoas totalmente frágeis, foi muita covardia”, diz.

Conhecido na cidade, Erico foi música na juventude e um dos primeiros comerciantes da cidade – Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação

Conhecido por tocar gaita na cidade, Erico será sepultado na tarde de sábado (12), no Cemitério São Sebastião, da mesma comunidade que foi membro por décadas.

Agora, o vice-prefeito espera por justiça. “Hoje é meu pai, amanhã pode ser o pai de outros”, lamenta.

A Polícia Civil passou a tarde na mercearia e residência colhendo informações e, de acordo com o delegado Nelson Vidal, haverá uma “força-tarefa” para localizar e prender os autores do crime. “Tudo indica que foi latrocínio, nós sequer trabalhamos com outra hipótese”, fala.

De acordo com o delegado, a dupla levou uma quantidade irrisória de dinheiro: R$ 150. O local onde o crime aconteceu fica a cerca de 20 km do Centro da cidade e a polícia trabalha agora para traçar a rota feita pelos dois homens. “Precisamos identificar o caminho que eles percorreram e pedimos para que a população da região nos dê pistas desses dois suspeitos”, pede o delegado.

A investigação será comandada pela equipe da DIC (Divisão de Investigação Criminal) de Mafra.

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