Em meio a vídeo sobre bloqueio em SC, jornalista é preso e Zé Trovão segue procurado

Wellington Macedo de Souza foi preso nesta sexta-feira (3), no inquérito aberto para investigar manifestações no feriado de 7 de Setembro

A Polícia Federal prendeu, nesta sexta-feira (3), o jornalista Wellington Macedo de Souza, no inquérito aberto para investigar a organização de manifestações no feriado de 7 de Setembro.

A ordem de prisão foi expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), a pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República).

O jornalista Wellington Macedo foi preso após determinação do STF – Foto: Reprodução/InternetO jornalista Wellington Macedo foi preso após determinação do STF – Foto: Reprodução/Internet

“A medida, cumprida em Brasília, tem o objetivo de aprofundar investigações em curso nos autos de inquérito que tramita naquela Corte”, informou a Polícia Federal.

O jornalista já havia sido alvo de buscas no dia 20 de agosto, durante operação que teve como alvo também o cantor Sérgio Reis. Ele também teve o canal de notícias na internet e o perfil em uma rede social suspensos na investigação.

Macedo se apresenta nas redes sociais como jornalista e coordenador nacional da Marcha da Família. Entre fevereiro e outubro de 2019, ocupou o cargo de assessor da Diretoria de Promoção e Fortalecimento dos Direitos da Criança e do Adolescente, no Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos.

Ele foi apontado pela PGR como um dos responsáveis pela “divulgação de ato violento e antidemocrático previsto para o feriado”.

Zé Trovão é procurado

O caminhoneiro Marcos Antônio Pereira Gomes, 33 anos, conhecido como Zé Trovão, também teve um mandado de prisão expedido pelo STF.

Ele e Macedo são alvos de um inquérito que apura organização de atos que, segundo o STF, são antidemocráticos. Zé Trovão, inclusive, avisou que sua categoria de caminhoneiros iria parar em protesto neste dia 7 de Setembro. 

O caminhoneiro Zé Trovão também teve mandado de prisão expedido pelo STF – Foto: Reprodução/InternetO caminhoneiro Zé Trovão também teve mandado de prisão expedido pelo STF – Foto: Reprodução/Internet

Autoridades desmentem bloqueios após vídeo viralizar

Até a manhã deste sábado (4), Zé Trovão ainda não havia sido preso. Em um vídeo que circula na internet, um homem mostra o trânsito parado em uma rodovia que ele afirma ser em Joinville, e diz que caminhoneiros já começaram uma paralisação porque “Zé Trovão foi preso”.

“Galera, tô falando aqui diretamente da cidade de Joinville, onde o Zé Trovão mora, e o Zé Trovão foi preso e o bicho tá pegando. Os caminhoneiros já pararam a estrada, já pararam tudo. Ó os cara quer (sic) passar, não tem jeito, e tá tudo parado, a cidade inteira parou, porque o Zé Trovão foi preso e os caminhoneiros estão junto com o Zé Trovão”, diz um homem, que não aparece.

Na sequência, o homem segue falando que a cidade está parada por conta da suposta prisão e que “o STF vai ter que repensar aquilo que está fazendo, as pessoas estão sendo presas por dar a sua opinião e a cidade parou, nunca vi isso na minha vida”, conclui.

Em vídeo, homem diz que Zé Trovão teria sido preso e que a cidade de Joinville estaria parada por conta disso; informação não foi confirmada por autoridades – Foto: Reprodução/InternetEm vídeo, homem diz que Zé Trovão teria sido preso e que a cidade de Joinville estaria parada por conta disso; informação não foi confirmada por autoridades – Foto: Reprodução/Internet

A reportagem do ND+ entrou em contato com autoridades da região para verificar as informações, mas a prisão de Zé Trovão não foi confirmada.

A PRF (Polícia Rodoviária Federal) informou que o trânsito estava intenso na BR-101 na região por conta do excesso de veículos na estrada, devido ao início do feriadão. Porém, não havia informações sobre bloqueios de caminhoneiros e trânsito parado.

As polícias Militar e Federal de Joinville relataram que não havia informações sobre a prisão de Zé Trovão.

A assessoria de comunicação da Polícia Federal em Santa Catarina respondeu aos contatos dizendo que “não dispomos da informação bem como não divulgamos nomes de investigados de qualquer circunstância”, informando que a ação está sob sigilo no STF.

A Polícia Civil não respondeu aos contatos da reportagem até o fechamento desta publicação. O texto pode ser atualizado assim que houver novas informações.

*Com informações do Estadão.

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