Estelionatários sexuais são presos em operação policial em Criciúma

Integrantes da organização criminosa criavam perfis falsos de mulheres jovens e adicionavam homens comprometidos; a partir da troca de fotos e vídeos íntimos, executavam a extorsão

A Polícia Civil finalizou, nesta segunda-feira (29), a 2ª fase da operação “Aletheia”, que desarticulou uma organização criminosa que praticava extorsões sexuais em Criciúma, no Sul de Santa Catarina.

A apuração do esquema acontece há dois anosA apuração do esquema acontece há dois anos – Foto: Polícia Civil/Divulgação/ND

Nove prisões preventivas foram decretadas pela Justiça. Até o momento, cinco pessoas foram presas e quatro seguem foragidas. “Nesta segunda fase, foram três prisões realizadas”, complementa o delegado responsável,  Yuri Miqueluzzi.

Segundo Miqueluzzi, 12 pessoas envolvidas foram indiciadas. Entre os crimes, estão organização criminosa, extorsões qualificadas, lavagem de dinheiro, corrupção de menores, uso de documento falso, posse de arma de fogo e receptação.

O golpe funcionava assim: os criminosos criavam perfis falsos de mulheres jovens nas redes sociais e adicionavam potenciais vítimas –  normalmente, homens comprometidos com mais de 40 anos. Nas conversas, que migravam para outros aplicativos, os estelionatários pediam fotos e vídeos íntimos dos alvos.

O grupo, então, simulava que os pais da falsa jovem tiveram acesso às conversas e imagens. Para extorquir as vítimas, falavam que precisavam de dinheiro para que o conteúdo não fosse divulgado para familiares ou para a polícia.

Segundo a Polícia Civil, os criminosos assumiam a identidade de policiais e criavam falsos mandados de prisões para dar veracidade aos golpes. Com medo, as vítimas realizavam pagamentos de grandes quantias em contas bancárias. Em uma das contas do grupo, a movimentação superou R$ 80 mil em apenas um mês.

Investigações

A apuração começou em 2019. A primeira fase foi concluída em julho de 2020, com uma operação que envolveu mais de 50 policiais civis para realizar buscas em residências e prisões de quatro investigados.

“Os capturados seguem presos e segue o curso normal da ação penal”, explicou o delegado Yuri Miqueluzzi.

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