“Eu achei que morreria ali”, relata jovem que sofreu uma tentativa de estupro na Beira-Mar Norte

Vítima relatou os momentos de desespero que passou nas mãos do agressor

A estudante universitária Anna, 19, não corre mais pela Beira-Mar Norte, em Florianópolis, desde o dia 17 de outubro. A rotina de exercícios no local foi interrompida desde a noite em que ela teve de lutar para escapar das mãos de um agressor que tentou estuprá-la. “Eu gritava por socorro, mas quem estava parado no sinal não dava atenção”, relatou. A jovem foi socorrida por um ciclista que passava no momento do ataque.

Flávio Tin/ND

Tentativa de estupro ocorreu na Beira-Mar Norte

A tentativa de estupro aconteceu por volta das 20h, enquanto ela corria no calçadão.  Ao ser abordada por um homem, ela tirou os fones dos ouvidos para perguntar o que ele queria. “Ele disse o que eu teria de fazer com ele e me puxou pelo braço”, detalhou a moça. A estudante contou que entrou em luta corporal com o agressor. Além de um chute na genitália, Anna lhe deu um tapa no rosto. Todos os esforços na tentativa de ser solta foram em vão. Ao perceber que estava perto das pedras do aterro, Anna se jogou no chão. “Não adiantou, ele continuou me puxando pelo pé. Comecei a chutá-lo com a perna livre, mas não consegui nada”, detalhou a vítima.

Anna lembra que a ação durou menos de cinco minutos, tempo de fechar e abrir o semáforo, próximo ao Direto do Campo. “Eu gritava por socorro e pedia para que chamassem a polícia, mas as pessoas nos carros não me deram atenção, ou se faziam de desentendidas”, contou, ao agradecer pelo ciclista que passava pelo local e a ajudou. “Ele salvou minha vida. Eu sabia que morreria ali. O homem estava muito alterado. Devia estar bêbado e drogado, porque ficou discutindo enquanto ligávamos para a polícia. Depois ele sumiu e não foi identificado”, lamentou. O suspeito aparentava ter 40 anos, e media aproximadamente 1,70m. Usava moletom azul e calça cinza. Os cabelos lisos iam até a altura dos ombros.

Parte do pior momento que passou na vida, a estudante relatou em seu perfil, em uma rede social. “Fiz isso para alertar outras mulheres sobre os perigos de andar pela Beira-Mar. Claro que se algo ainda mais grave tivesse ocorrido eu não conseguiria postar, por vergonha e medo, mas acho importante o alerta, porque o que aconteceu com aquela moça, na noite de domingo, quase aconteceu comigo”, disse, ao relatar que teve de ficar no local do ataque durante 40 minutos, enquanto os policiais militares lhe explicavam os procedimentos após a tentativa de abuso sexual. “Acho que o atendimento poderia ser melhor. Tive de esperar um amigo me buscar ali”, detalhou. A estudante registrou boletim de ocorrências na Delegacia de Proteção à Mulher. Até o momento ninguém foi detido.

Caso de estupro na avenida

À 0h30 de domingo (25), uma moça de 21 anos, que voltava do trabalho foi violentada em um mangue, próximo ao elevado do CIC (Centro Integrado de Cultura). A jovem foi atendida no local por agentes da Polícia Militar. Os PM’s iniciaram as buscas pelos suspeito imediatamente após o relato da jovem e prenderam Natan Junior de Almeida dos Santos, o Capetinha, de 22 anos, suspeito de ter praticado o crime. Ele foi encontrado próximo ao Ticen (Terminal de Integração do Centro), às 7h de domingo e foi levado ao presídio da Agronômica.

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