Família diz que adolescente que se passou por médica em SC foi vítima de golpe

Polícia Civil responsabilizou a jovem pelo ato infracional ao crime de falsa identidade e usurpação de função pública

A família da adolescente de 17 anos, que se passou por médica no Hospital Celso Ramos, em Florianópolis, diz que ela foi vítima de um golpe. De acordo com a defesa, a família tem documentos que comprovam a inocência da jovem.

Família diz que adolescente que se passou por médica no Hospital Governador Celso Ramos foi vítima de golpe – Foto: Anderson Coelho/Arquivo/NDFamília diz que adolescente que se passou por médica no Hospital Governador Celso Ramos foi vítima de golpe – Foto: Anderson Coelho/Arquivo/ND

O procedimento policial concluído pela DPCAMI (Delegacia de Polícia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso), nesta semana, responsabilizou a adolescente pelo ato infracional análogo ao crime de falsa identidade e usurpação de função pública. O processo será enviado ao Ministério Publico e ao Judiciário.

O advogado Renato Boabaid, responsável pela defesa da adolescente, informou ao ND+, que a família tem documentos, como contratos e e-mails, que atestam que a jovem esteve matriculada no curso de Medicina de uma instituição de ensino superior.

“Vamos esclarecer com o material que temos. A família foi enganada. Caíram em um golpe. Os documentos comprovam que ofereceram uma vaga a ela numa instituição pública e que a orientaram a frequentar o hospital como estudante observadora”, afirmou o advogado. Boabaid acrescenta que ainda não teve acesso autos do processo.

Adolescente dizia ser residente

Segundo informações da Polícia Militar, a adolescente, que foi apreendida no dia 31 de maio, usava crachá, um jaleco com nome bordado e outros documentos que a identificariam como profissional da saúde. Ela dizia ser residente da UFSC (Universalidade Federal de Santa Catarina).

No dia em que a jovem foi apreendida, uma irmã contou aos policiais que ela teria problemas psiquiátricos e que, no último ano, teria se passado por modelo.

No entanto, o delegado da Polícia Civil, Júlio César Lima Feitosa, informou ao ND+ que a adolescente tem perfil inteligente e não aparenta problemas psiquiátricos. Ainda conforme o delegado, ela ficou entre uma semana e 15 dias trabalhando ilegalmente no hospital.

A SES (Secretaria de Estado da Saúde) disse por meio de nota que a administração acionou a PM e “tomou todas as demais providências” diante da situação. A UFSC informou que não localizou a matrícula da adolescente na instituição.

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