“Foi o governo que mais atuou contra corrupção”, disse Crivella antes de ser preso

Prefeito do Rio de Janeiro foi detido por policiais em casa, a nove dias do encerramento do mandato

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos) está sendo  acusado de participação em um esquema de corrupção na Prefeitura do Rio, conhecido como “QG da Propina”. O prefeito foi detido por policiais em casa, a nove dias do encerramento do mandato.

CrivellaCrivella teria mais nove dias de mandato – Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil/ND

“Foi o governo que mais atuou contra a corrupção”, declarou Crivella, em uma rápida coletiva, pouco após as 6h30. Ele atribuiu a prisão a suposta “perseguição política” e disse esperar “justiça”.

Na mesma operação, foram presos o empresário Rafael Alves e o delegado aposentado Fernando Moraes, ex-vereador e que foi chefe da Divisão Antissequestro. O ex-senador Eduardo Lopes também é alvo da ação, mas não foi encontrado.

As prisões são desdobramento da Operação Hades. Segundo o MPRJ (Ministério Público) do Rio, Alves receberia propina de empresas para, em troca, facilitar a assinatura de contratos e o pagamento de dívidas no Executivo municipal. Ele é irmão de Marcelo Alves, que foi presidente da Riotur.

Na campanha pela reeleição, sobretudo no segundo turno, Crivella teve no combate à corrupção uma de suas bandeiras prioritárias. Ele reafirmava que seu adversário Eduardo Paes (DEM), que o derrotou, iria para a cadeia, por corrupção durante seus dois mandatos na prefeitura, de 2009 a 2016.

Com o afastamento de Crivella da Prefeitura, o primeiro na linha sucessória é o presidente da Câmara de Vereadores do Rio, Jorge Felippe (DEM), uma vez que o vice na chapa vencedora em 2016, Fernando Mac Dowell, faleceu em 2018 vítima de um enfarte.

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