FOTO: Restos mortais de vítima da máfia são revelados após seca em lago

Queda no nível do lado está revelando segredos terríveis do local que era usado pela máfia da cidade para sumir com corpos

Os restos mortais de vítimas da máfia de Las Vegas, nos Estados Unidos, estão sendo reveladas, desde o início de maio, após queda no nível do Lago Mead por conta das secas que afetam o País.

Restos mortais são encontrados em lago nos Estados Unidos – Foto: Reprodução/LVMPD/NDRestos mortais são encontrados em lago nos Estados Unidos – Foto: Reprodução/LVMPD/ND

De acordo com o portal The Mirror, o lago era considerado o local perfeito para que a máfia sumisse com um corpo dentro de um tambor de aço devido a sua água profunda.

A ação era conhecida como “casaco de Chicago”, por conta dos “sapatos de concretos” que eram o suficiente para garantir que o cadáver ficaria nas profundezas do lago.

No entanto, o local está sofrendo com as consequências climáticas e revelando segredos terríveis. A superfície do lago, localizado ao longo das fronteiras de Nevada e Arizona, está 52 metros mais raso em comparação ao cenário do século 20, revelando pelo menos uma vítima de um assassinato da máfia.

A Polícia de Las Vegas foi acionada em 1º de maio depois que barcos avistarem os restos de um homem em um barril enferrujado próximo do porto de Hemenway.

Restos mortais são encontrados em lago nos Estados Unidos – Foto: Reprodução/LVMPD/NDRestos mortais são encontrados em lago nos Estados Unidos – Foto: Reprodução/LVMPD/ND

O ferimento de bala e o recipiente do barril no modelo “casaco de Chicago” indicam a autoria da máfia. O tenente de Homicídios da polícia metropolitana de Las Vegas, Ray Spencer, disse que a data do assassinado pode ter ocorrido entre os anos de 1970 até o início dos anos de 1980.

“O nível da água caiu tanto nos últimos 40 ano que, onde a pessoa estava localizada, se uma pessoas deixasse o barril e afundasse, você nunca o encontraria. O barril não se moveu. Não foi como se o barril fosse levado para a água”, complementa o tenente.

O lago e a represa Hoover foram sinônimos de descarte de corpos em Las Vegas a partir da década de 1930. O professor de história da cidade, Michael Green, acha que o copo não é de forma alguma o último que vai aparecer.

“Com os níveis de água em declínio, é muito possível que tenhamos algumas coisas interessantes na superfície. Eu não apostaria que eles encontrariam o rei da máfia desaparecido Bugsy Siegel, mas acredito que haverá mais alguns corpos que a natureza pode revelar”, conta.

Geoff Schumacher, do Museo Nacional do Crime Organizado e Aplicação da Lei, acredita que existem três identidades para o corpo. Entre eles, William Crespo, que se tornou evidência do estado após ser preso por contrabando de cocaína.

Além dele, George “Jay” Vandermark, que trabalhava nas máquinas de jogos e contava com a confiança da máfia para supervisionar as operações de caça-níqueis no cassino Stardust, em Las Vegas.

No entanto, ele traiu a máfia e “assinou” sua própria sentença de morte. Porém, Schumacher acredita que o principal candidato é Johnny Pappas.

Nativo de Chicago, era um veterano e anfitrião de cassinos da cidade que desapareceu em 18 de agosto de 1976. Pappas saiu de casa para conhecer dois homens que disseram estar interessados na compra do seu barco no lago Mead.

Porém, sua esposa contou para a polícia que o marido foi ao restaurante para negociar o acordo, mas nunca mais voltou para casa.

Geoff Schumacher é um dos maiores especialistas do mundo sobre a máfia e disse que pesquisou sobre a questão. “Jay Vandermark, não é o provável, embora tenha sido o primeiro cara que alguém pensou porque foi o desaparecimento de mais alto perfil”, complementa.

Novo corpo encontrado

A seca no lago revelou mais um corpo, embora não seja concreto que se trata de uma vítima de homicídio. Uma mulher disse que pensou ter visto uma mandíbula de ovelha. Então, ela perceubeu que os dentes tinham obturações de prata. “Eu fiquei tipo, ‘uau, isso é humano’ e surtei”, conta Lindsey Melvin.

O legista do condado de Clark ainda não determinou se a morte era suspeita.

No entanto, o desaparecimento da água resulta em desastres ecológicos como o desaparecimento de algumas espécies de peixes do local.

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