Grávida que morreu baleada já tinha escolhido nomes de bebê

Kathlen Romeu foi a 63ª vítima de bala perdida no Rio em 2021. Porta-voz da PM afirma que policiais foram atacados na ocasião

Kathlen Romeu, de 24 anos, é a 63ª vítima de bala perdida na Região Metropolitana do Rio em 2021, segundo o Instituto Fogo Cruzado. A jovem estava grávida de 14 semanas e foi atingida na cabeça, durante um confronto entre policiais militares e criminosos no Complexo do Lins, na zona norte do Rio, nesta terça-feira (8).

Kathlen foi baleada no Complexo Lins – Foto: Reprodução/InternetKathlen foi baleada no Complexo Lins – Foto: Reprodução/Internet

Segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde, ela foi socorrida para o Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, mas não resistiu aos ferimentos. A família da vítima conta que ela havia acabado de se formar em designer de interiores e trabalhava em uma loja de roupas na zona Sul. 

Como apurado pela Record TV Rio, a gestante estava com a avó na comunidade Barrão Vermelho, indo visitar a clínica de estética da tia, que havia inaugurado recentemente. 

A última publicação de Kathlen nas redes sociais foi pela manhã de ontem, horas antes da morte, mostrando a barriga de 4 meses. Ela ainda não sabia o sexo do bebê, mas já havia escolhido os nomes: Maya para menina e Zayon para menino.

Repercussão do caso

Com a tragédia, os moradores do Lins fecharam, por cerca de três horas, a autoestrada Grajaú-Jacarepaguá para protestar contra a violência na comunidade. Segundo o Major Ivan Blaz, quatro unidades da Polícia Militar foram acionadas para conter a manifestação a fim de evitar congestionamento da região.

Nas redes sociais, o companheiro de Kathlen, Marcelo Ramos, pediu que as pessoas respeitem a dor da família. Em homenagem à jovem, Marcelo escreveu: “aqui só vai ficar saudades e as lembranças de você, a pessoa mais radiante e animada que eu conheci na minha vida, vou vencer por você”.

Ainda segundo dados do Fogo Cruzado, desde 2017, 15 grávidas foram baleadas no Grande Rio. Destas, oito morreram. Das 63 vítimas de bala perdida registradas neste ano, 17 não resistiram. 

O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital e a Coordenadoria de Polícia Pacificadora informou que também vai instaurar inquérito para apurar a morte de Kathlen Romeu. 

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