Homem confessa morte de motorista egípcio de app e dois são presos na Grande Florianópolis

Amr Abdelaziz Mostafa Elaysed, de 52 anos, foi assassinado enquanto fazia uma corrida para São José; dois suspeitos foram presos, mas apenas um confessou o crime

A Polícia Civil prendeu temporariamente, na manhã desta sexta-feira (14), dois homens por envolvimento na morte de Amr Abdelaziz Mostafa Elaysed, de 52 anos, natural do Egito. O egípcio era motorista de aplicativo e levou um tiro no abdômen enquanto fazia uma corrida no bairro Caminho Novo, em Palhoça, na Grande Florianópolis. O crime ocorreu no dia 16 de abril.

Responsáveis foram presos na manhã desta sexta-feira (14)Responsáveis foram presos na manhã desta sexta-feira (14) – Foto: Osvaldo Sagaz/ND

Com a confirmação da morte da vítima, em 19 de abril, o caso passou a ser tratado como latrocínio, já que os bandidos levaram o veículo.

Os homens, com idades entre 19 e 22 anos, estavam em casa, em Palhoça, quando foram abordados pela polícia, por volta das 6h desta sexta-feira.

“No momento, eles estão presos temporariamente, haja vista que é um crime hediondo e que a lei permite que eles fiquem presos por 30 dias”, informou o delegado Willian Cezar Sales. “Como a investigação já está bem adiantada, antes mesmo de findar esses 30 dias da prisão temporária, acredito que nós já vamos representar junto ao Poder Judicial pela prisão preventiva desses dois”.

Os suspeitos foram interrogados na DIC (Divisão de Investigação Criminal) de São José, na manhã desta sexta. Durante o depoimento um deles confessou o crime, segundo o delegado informou à reportagem do ND+. O outro não admitiu o envolvimento, mas evidências coletadas durante a investigação apontam a participação do mesmo. “A gente tem bastante prova de autoria e materialidade”, informou o delegado.

Identificação dos suspeitos

O motorista Amr morreu em abril, enquanto fazia uma corridaO motorista Amr morreu em abril, enquanto fazia uma corrida – Foto: Reprodução/NDTV

Em 20 de abril, o carro da vítima havia sido periciado – o que ajudou no processo de identificação dos suspeitos.

Amr aceitou uma corrida na madrugada do dia 16 de abril, em Palhoça. O destino final era o bairro Colônia Santana, em São José, também na Grande Florianópolis.

Um dos envolvidos teria sido preso pela Polícia Militar de Santa Catarina e levado até a delegacia. No entanto, a investigação apontou que o homem mentiu sobre sua identidade ao dar o nome do irmão que, sem passagens policiais, logo foi liberado. O “mentiroso”, em seu RG original, tem um mandado de prisão em aberto.

Durante as investigações, a Polícia Civil constatou que os dois teriam agido em conjunto no crime. “Um deles foi o que chamou o motorista pelo aplicativo e o outro foi o que executou a vitima com dois disparos de arma de fogo”, informou  Willian Cezar Sales, em entrevista ao repórter Osvaldo Sagaz, da NDTV.

Em entrevista concedida à NDTV o motorista de aplicativo e amigo de Amr, Mohammed Helmy Anwar, lembrou que o egípcio era uma pessoa tranquila e que vivia na região sob o argumento de ser mais seguro.

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