Homem dispara contra grupo e deixa mulher paraplégica na Grande Florianópolis

Amigos posavam para uma fotografia em cima de uma estrutura metálica quando vizinho começou a atirar, no interior de Biguaçu

Um Policial Militar da reserva, de 66 anos, que atirou em um grupo amigos e deixou uma mulher paraplégica em Três Riachos, comunidade rural de Biguaçu, na Grande Florianópolis, foi preso por tentativa de homicídio na manhã desta sexta-feira (22). O caso aconteceu durante a tarde, por volta de 15h30, do último domingo (17).

Mulher é baleada enquanto posa para uma fotografia e fica paraplégica em Biguaçu – Foto: Divulgação/NDMulher é baleada enquanto posa para uma fotografia e fica paraplégica em Biguaçu – Foto: Divulgação/ND

Segundo o empresário Renato Leal, vizinho do PM, o grupo de quatro pessoas subiu em uma estrutura metálica para tirar uma fotografia, durante um almoço familiar. Após dois minutos, o homem começou a disparar.

“Ele saiu da casa dele atirando, que fica lá do outro lado, efetuando pelo menos quatro disparos. Um deles atingiu nossa amiga Andréia, que está hospitalizada. O laudo médico diz que ela vai ficar paraplégica”, explicou Leal, em entrevista ao repórter Eduardo Cristófoli, da NDTV.

Após os disparos, a vítima de 32 anos caiu dentro da estrutura e foi resgatada pelos bombeiros. A mulher saiu da UTI (Unidade de TrataMento Intensivo) nesta quinta-feira (21).

Corpo de Bombeiros foi chamado para atender a ocorrência e resgatar a vítima de 32 anos que caiu dentro da estrutura – Foto: Divulgação/NDCorpo de Bombeiros foi chamado para atender a ocorrência e resgatar a vítima de 32 anos que caiu dentro da estrutura – Foto: Divulgação/ND

De acordo com o delegado da Polícia Civil de Biguaçu, Rodrigo Dantas, pessoas relataram que o homem teria problemas com outros vizinhos ao longo dos anos.

O mandado de prisão foi expedido na noite de quinta-feira (21) e o suspeito se apresentou com seu advogado na manhã desta sexta-feira. “Ele alegou legítima defesa, mas não há nenhum indício de que isso tenha ocorrido”, afirma Dantas.

Ainda conforme Leal, o almoço foi organizado na manhã de domingo e não era uma festa, mas sim uma pequena reunião. “Ele [o suspeito] quer dizer que era uma baderna, mas era um almoço”, ressalta o empresário.

A estrutura estava em um terreno sem sinalização nem cercamento. “Não havia placa dizendo que não poderíamos entrar, nada justifica [esse ato]. Ele nem perguntou o que estávamos fazendo”, afirma Renato Leal.

A reportagem entrou em contato com o advogado do suspeito, mas ele informou que apenas prestou auxílio e não o representa.

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