Homem é condenado a 22 anos de prisão por matar adolescente em Garopaba

O crime ocorreu em fevereiro de 2018 por ciúmes da ex-companheira; a sentença ainda é passível de recurso

Um homem foi condenado a mais de 22 anos de prisão por homicídio e lesão corporal gravíssima, em Garopaba, no Litoral de Santa Catarina. O crime foi contra um adolescente e a ex-companheira do acusado, em 15 de fevereiro de 2018. A motivação teria sido por ciúmes.

Segundo informações da 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Garopaba o homem foi à casa da ex-companheira, no bairro Arreias do Macacu, arrombou a porta e a agrediu com tapas. A mulher conseguiu se desvencilhar, mas em seguida ele pegou uma faca e tentou matá-la. Novamente a ex-companheira conseguiu fugir, desta vez para o quintal.

Homem desferiu golpes de faca contra o adolescente. – Foto: Reprodução/Internet

O homem teria vasculhado a residência e encontrado adolescente, de 17 anos, amigo da família, trancado no banheiro. Ele bateu com a cabeça do rapaz no chão até deixá-lo desacordado.

Com o adolescente desfalecido, desferiu a facada nas costas. A vítima foi socorrida e ficou internada 12 dias, mas morreu por conta das lesões em decorrência de traumatismo cranioencefálico. Em seguida, mais uma vez partiu para cima da ex-companheira, agarrou-a no quintal e levou-a para dentro da casa, onde a feriu com dois golpes de faca.

Sentença

Conforme sustentou a promotora de Justiça Symone Leite, o réu foi condenado por homicídio triplamente qualificado, por motivo fútil, meio cruel e impossibilidade de defesa. Ele foi condenado, ainda, por lesão corporal gravíssima no âmbito da violência doméstica que resultou em deformidade permanente e por violação de domicílio.

A pena total aplicada pelo Juízo da Vara Única da Comarca de Garopaba foi de 22 anos, dois meses e 20 dias de reclusão, em regime inicial fechado. O réu deverá iniciar de imediato o cumprimento provisório da pena. A sentença é passível de recurso.

Julgamento

A sessão do Tribunal do Júri ocorreu na última quinta-feira (22) e presidida pela juíza substituta Mariana Medeiros Lenz, na Câmara de Vereadores de Garopaba. Quatro testemunhas foram ouvidas por videoconferência. Elas estavam nas cidades de Florianópolis, Governador Celso Ramos, Garopaba e uma no Estado do Paraná. O julgamento durou 13 horas. A denúncia foi do MPSC (Ministério Público de Santa Catarina).

+

Polícia