Homem é suspeito de assassinar filho, agredir a mãe e depois se matar, em Chapecó

Policiais encontraram a criança de três anos morta e a mulher com ferimentos graves deitada na cama

A cena de um crime aterrorizou Chapecó, no Oeste do Estado, no fim da tarde desta terça-feira (14). Pai e filho foram encontrados mortos dentro da própria casa.  Uma mulher, mãe do homem, foi socorrida com ferimentos graves e está internada. 

Policiais chegaram na residência e encontraram o homem e o filho morto – Foto: Willian Ricardo/ND

Ao que tudo indica Fernando Prazido, de 31 anos, é o principal suspeito da morte de Matheus Prazido, de três anos, e pela agressão da mãe, Doralina Prazido, de 69. Além disso, a suspeita é que o homem se matou depois do ocorrido.

Rudimar Soares da Silva, primo de Fernando Prazido, foi o primeiro a chegar na casa, localizada na rua Elói Ferreira de Souza, no Loteamento Alice II, após a sua outra prima avisar que o seu irmão teria dito que iria fazer algo. Chegando no local, Rudimar encontrou a casa toda fechada e, minutos depois, retornou à residência junto de sua mãe.

“Após entrar pela casa de um vizinho, vimos pela janela, a minha tia toda ensanguentada em cima da cama, mas não entramos na casa e esperamos a polícia”, disse Rudimar.

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Ele explica que enquanto esperava a polícia chegar ao local, escutou alguém andando pela casa. No entanto, preferiu esperar com medo de encontrar alguém armado no local.

Após a chegada da polícia, o homem e a criança foram encontrados mortos. Além disso, a mulher foi levada para o HRO (Hospital Regional do Oeste), em Chapecó, em estado grave.

Além das vítimas, a esposa do homem também morava no local. No entanto, ela estava trabalhando no momento do crime.

Pai e filho foram achados mortos na casa – Foto: Arquivo pessoal/Reprodução/ND

Investigação 

A DIC (Divisão de Investigação Criminal) da Polícia Civil deve instaurar um inquérito policial para investigar o caso. O delegado interino da delegacia, Rodrigo Moura, informou que deve divulgar mais detalhes nesta quarta-feira (14). 

Ainda nesta terça-feira, peritos do IGP (Instituto Geral de Perícias) e agentes da Polícia Civil estiveram na casa da família. Eles colheram informações com testemunhas,  analisaram e recolheram os corpos. 

Policiais e peritos deixaram o local sem falar com a imprensa.