Inquérito sobre assassinato de delator de facção em BC é concluído

Douglas Gonçalves Romano dos Santos, 23 anos, era ex-integrante de uma facção criminosa no Rio Grande do Sul e foi assassinado em Balneário Camboriú em fevereiro

O inquérito policial que investigou a morte de Douglas Gonçalves Romano dos Santos, 23 anos, ex-integrante de uma facção criminosa gaúcha que foi morto em Balneário Camboriú em fevereiro deste ano, foi concluído e cinco mandados de prisão preventiva foram emitidos.

A investigação foi realizada pela Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da DIC (Divisão de Investigação Criminal) de Balneário Camboriú, com o apoio da Polícia Civil do Rio Grande do Sul. 

Douglas Gonçalves Romano dos Santos, 23 anos, levou ao menos quatro tiros na cabeça – Foto: PMSC/Divulgação

Três suspeitos de envolvimento no crime foram presos preventivamente e dois seguem foragidos. Duas pessoas foram presas no Rio Grande do Sul e uma em Santa Catarina. Além dos cinco mandados de prisão preventiva, outras três pessoas, entre elas uma menor de idade também tiveram participação nos crimes, segundo a polícia.

Segundo o delegado Ícaro Malveira, da DIC de Balneário Camboriú, o crime contra Douglas foi motivado pelo acordo de colaboração premiada que ele estabeleceu com a polícia gaúcha em 2017, depois de um desentendimento com a facção do qual fazia parte.

A partir desta colaboração, diversas pessoas foram presas, drogas foram apreendidas e homicídios foram solucionados, principalmente na região metropolitana de Porto Alegre.

Douglas também chegou a fazer parte do Provita (Programa Federal de Assistência a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas), mas no começo de 2020, decidiu sair do programa e se mudar para Balneário Camboriú. 

“Sua cabeça estava a prêmio, inclusive com recompensa financeira”, explica o delegado. No dia 2 de fevereiro, depois de publicar em uma rede social sua localização, Douglas foi ferido na perna em uma boate em Camboriú. Na ocasião, ele chegou a passar por cirurgia e se recuperou.

Cerca de 20 dias depois, Douglas foi assassinado em Balneário Camboriú com tiros na cabeça. Ele estava chegando em casa, no bairro Pioneiros. Os assassinos atiraram 17 vezes, com pistola 9 milímetros. Ao menos quatro tiros foram na cabeça.

Agora, o inquérito vai ser encaminhado ao poder judiciário, que tem 10 dias para conclusão do processo.

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