Polícia apreende R$ 500 mil em vinhos ilegais em Dionísio Cerqueira

Somente na manhã desta quarta-feira (25), seis mandados de busca e apreensão foram realizados; duas pessoas foram presas

Uma suspeita de transporte e venda ilegal de vinhos da Argentina resultou no cumprimento de seis mandados de busca e apreensão na casa de 10 pessoas na manhã desta quarta-feira (25) em Dionísio Cerqueira, no Oeste de Santa Catarina.

Foram apreendidas várias armas ilegais, drogas e cigarros contrabandeados – Foto: Polícia Federal/NDForam apreendidas várias armas ilegais, drogas e cigarros contrabandeados – Foto: Polícia Federal/ND

A operação é da PF (Polícia Federal), com o apoio da PMSC (Polícia Militar de Santa Catarina). Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal de Chapecó, na mesma região.

Durante a operação foram realizadas duas prisões em flagrante. A primeira em devido à apreensão de 800 cartuchos de munição calibre .22 e a segunda em razão da posse de várias armas ilegais, drogas e cigarros contrabandeados.

A investigação iniciou no ano de 2020. Desde foi comprovado que esse grupo já esteve envolvido em cerca de 20 ocorrências, o que resultou na apreensão de cerca de R$ 500 mil em vinhos. Também foram apreendidos 20 veículos usados para o transporte das bebidas.

Ao todo, seis pessoas foram presas em flagrante. O principal suspeito de comandar o grupo criminoso já foi preso em outras oportunidades. Os investigados responderão pelos crimes de descaminho e de associação criminosa. A pena para este tipo de crime pode chegar em até quatro anos de reclusão.

Prejuízos incalculáveis

Segundo a PF, os prejuízos causados pelo grupo são incalculáveis. Isso inclui a sonegação de tributos, danos que causam àqueles que legalmente representam as marcas e vendem esses vinhos produzidos na Argentina e a violação de direitos do consumidor.

“Na hipótese desses produtos descaminhados apresentarem algum vício, o comprador não terá a identificação daquele que lhe vendeu para que possa reivindicar seus direitos”, frisou.

Além disso, a PF destacou os riscos a que ficam expostos os usuários das rodovias por onde trafegam os transportadores dessas mercadorias ilícitas, pois usualmente trafegam em alta velocidade e desrespeitam as normas de segurança no trânsito. Em alguns casos, os investigados chegam a utilizar condutores que sequer tem habilitação para dirigir.

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