Investigação ouve testemunha e menina ferida com agulha faz exames

Criança de 10 anos foi surpreendida por um homem que a tocou com uma agulha enquanto esperava na fila de um supermercado

A menina, de 10 anos, que foi atingida por uma agulha no dia 1º de janeiro, em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, passou por exames laboratoriais e passa bem. A criança estava na fila de um supermercado no bairro Efapi quando foi tocada no braço por um homem que se aproximou dela.

As imagens registradas pela câmera de monitoramento do estabelecimento circularam as redes sociais e mostram o momento que a criança é ferida pelo homem. 

De acordo com o delegado da DPCAMI (Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso), José Airton Stang, os exames não acusaram nenhuma contaminação. “Porém, os médicos falam de uma janela imunológica, um período de 30 dias, que é necessária para saber se realmente houve ou não algum tipo de contágio”, explicou o responsável pela investigação do caso.

Em cerca de duas semanas, a criança deverá passar por novos exames para então descartar totalmente uma possível contaminação infectocontagiosa. A menina foi interrogada pela PC (Polícia Civil), na companhia da mãe e de uma psicóloga, e, segundo o delegado, está aparentemente bem de saúde.

“A mãe dela relatou que ela não apresentou efeitos com relação a picada da agulha, apenas alguns sintomas colaterais dos medicamentos que está tomando para evitar a contaminação de algum germe patológico que possa ter sido provocado pela agulhada”, comentou.

Suspeito segue sem identificação

A Polícia Civil segue com as investigações para identificar o suspeito de ter cometido o crime que se enquadra no Artigo 131 do Código Penal como perigo de contágio de moléstia grave.

Vídeo em que aparece criança sendo ferida é apurado pela equipe da DPCAMI de Chapecó – Foto: Polícia Civil/Divulgação/NDVídeo em que aparece criança sendo ferida é apurado pela equipe da DPCAMI de Chapecó – Foto: Polícia Civil/Divulgação/ND

Stang esclareceu que esse crime ocorre quanto existe a prática de um ato com o fim de produzir contágio a outra pessoa. A pena é de reclusão de  um a  quatro anos, e multa.  “Caso seja confirmado que não houve nenhum tipo de contaminação ainda assim existe um crime e pode ser enquadrado como lesão corporal, uma vez que foi constatada uma pequena lesão ocasionada por agulha que ofende a integridade física da menina”, pontuou.

Nesta quinta-feira (21) uma testemunha foi ouvida pela Polícia Civil e novas informações foram acrescentadas a investigação. “Seguimos colhendo detalhes e depoimentos e acreditamos que dentro de alguns dias possamos chegar a identificação do suspeito”, acrescentou o delegado.

Relembre o caso

O caso aconteceu quando a menina estava na fila de um supermercado e foi atingida pela agulha. Conforme a polícia, um casal teria se aproximado da criança, que é tocada no braço pelo homem. Depois disso, a menor passou mal e precisou ser levada ao Hospital da Criança, de Chapecó, no dia 1º de janeiro.

A criança teria ido ao supermercado para comprar dois quilos de erva mate enquanto a mãe ficou no carro com os dois irmãos mais novos da menina. O homem, segundo as investigações, teria entrado para comprar uma carteira de cigarro e passou na frente da menina na fila do caixa. Enquanto o suspeito aguardava o troco foi que tudo aconteceu.

“A menina relatou que nunca tinha visto o rapaz antes e essa foi a primeira vez que ela e a mãe foram ao supermercado daquele bairro, uma vez que não residem naquela região. Não existe nenhum vínculo entre eles, por isso, atribuímos o caso a uma mera casualidade, um ato do suspeito que, talvez, poderia ter sido cometido com outra pessoa”, finalizou Stang.

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