Investigação sobre suposto estupro coletivo em Florianópolis é encerrada sem respostas

Violências e 'tatuagem' homofóbica foram identificadas por perícia, mas 'apagão' de memória sofrido pela vítima dificultou reconstituição dos fatos

Já foram encerradas as investigações sobre o suposto estupro coletivo sofrido por um jovem de 22 anos, em Florianópolis. Entretanto, o resultado do inquérito conduzido pela 5ª DP (Delegacia de Polícia da Capital) foi inconclusivo.

Investigação sobre suposto estupro coletivo em Florianópolis é encerrada sem respostasPor conta do trauma, jovem sofreu ‘apagão’ de memória – Foto: Divulgação/Polícia Civil/ND

Os fatos ocorreram no dia 31 de maio, no Centro da capital catarinense. A vítima relatou ter sido torturada e estuprada por três homens, que inseriram um objeto à força no ânus do jovem. Em seguida, ele foi jogado na rua.

A vítima chegou ao HU (Hospital Universitário Polydoro Ernani de São Thiago) com um dizer homofóbico escrito na coxa, feito com objeto perfurante. Foram identificadas também escoriações no ânus, comprovadas em laudo médico.

A brutalidade do crime foi noticiada em pelo menos quatro jornais internacionais, dentre eles os britânicos The Guardian e PinkNews.

Investigação

A dificuldade maior é que a vítima sofreu um “apagão” na memória: detalhes como o local onde ocorreram as agressões e horário foram apagados da memória da vítima, informou Margareth Hernandes, presidente da Comissão de Direito Homoafetivo e Gênero da OAB/SC (Ordem dos Advogados do Brasil).

O inquérito tentou reconstituir as cenas do crime, por meio das imagens de câmeras. Devido a imprecisão do relato da vítima, os policiais não conseguiram chegar aos suspeitos. Apenas foram recuperadas imagens que mostram a vítima retornando do local onde teriam ocorrido as agressões, pela SC-401, visivelmente transtornada.

A reportagem procurou o delegado Verdi Furlanetto, responsável pela investigação. Ele confirmou a conclusão do inquérito, mas não repassou maiores detalhes uma vez que o caso está em sigilo de Justiça. O Ministério Público não retornou ao ND+.

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