Irmã de menina assassinada pela mãe em SC foi vista com marcas de agressão

Mãe e padrasto de menina morta em Timbó ficarão presos preventivamente por mais 30 dias, até a conclusão do inquérito

Quase um mês após a trágica morte de Luna Bonett Gonçalves, de 11 anos, em Timbó, no Médio Vale do Itajaí, desdobramentos do crime continuam a trazer indícios sobre como era a vida da família. Durante a tomada de depoimentos pela Polícia Civil, uma testemunha afirmou que viu marca de agressão no corpo da irmã caçula Luna, de seis anos, o que levanta nova investigação.

Luna Bonett Gonçalves foi levada já sem vida para o hospital; mãe confessou ter assassinado – Foto: ReproduçãoLuna Bonett Gonçalves foi levada já sem vida para o hospital; mãe confessou ter assassinado – Foto: Reprodução

De acordo com André Beckmann, delegado responsável pela investigação, essa testemunha afirmou que em uma ocasião havia visto a irmã caçula de Luna, de seis anos, com marcas de agressão. No entanto, essa mesma pessoa disse que a situação não se repetiu.

Agora, a polícia está investigando a origem dessa agressão, para confirmar se pode ter sido feita pela mãe ou padrasto. Nos últimos dias outra revista na casa onde o crime aconteceu. Foi quando uma relha, objeto usado para domar cavalos, foi apreendida. O objeto pode ter sido usado para agredir Luna, segundo a polícia.

Além do relho, foram apreendidos documentos e outros objetos que possam dar novas evidências sobre agressões, como cartas e bilhetes escritos pela criança.

No próximo domingo (15) o prazo para a finalização do inquérito civil terminaria. No entanto, Beckmann solicitou a prorrogação da investigação, assim como da prisão preventiva da mãe e do padrasto.

O que sabemos até agora?

Luna Bonett Gonçalves, de 11 anos, foi levada ao hospital na madrugada do dia 15 de abril já sem vida. Mãe e padrastro chamaram os bombeiros para o atendimento, argumentando que a garota havia caído de uma escada quando alimentava o gato da família. No primeiro depoimento para a polícia, o casal alegou que a menina ainda jantou, tomou banho e foi dormir antes de passar mal e eles acionarem o socorro.

Após serem chamados a depor novamente a mãe da menina mudou a versão e confessou ter espancado a garota até a morte.

Casa onde a criança foi localizada pelos bombeiros já sem vida – Foto: Daniela Meller/NDTVCasa onde a criança foi localizada pelos bombeiros já sem vida – Foto: Daniela Meller/NDTV

O que motivou o crime?

Em nova versão, a mulher explicou que a garota de 11 anos havia iniciado um relacionamento e também tido relações sexuais. Por este motivo decidiu repreender a menina e acabou a agredindo. A mulher disse ainda que era ex-garota de programa e não queria que a filha seguisse o mesmo caminho.

O que diz a perícia?

A autópsia mostrou que Luna tinha diversas lesões e contusões no crânio, baço, pulmão, alças intestinais e também lacerações na vagina. Além disso, a menina também possuía uma série de lesões e contusões no rosto, pernas, braços e também na região torácica.

Na casa onde Luna morava com a mãe, a perícia constatou que havia marcas de sangue próximo ao quarto da garota e também no sofá, em uma fronha e em uma calça masculina.

Luna foi estuprada?

Em entrevista dada para a reportagem da NDTV, Beckmann afirmou que a perícia considera que a menina possa ter sido estuprada. Na ocasião o delegado afirmou que informalmente o perito considerava “a existência de uma violência sexual contra a criança”. No entanto, a polícia ainda não esclareceu de quem partiu o abuso.

Qual o papel do padrasto no crime?

Ainda não ficou claro qual foi o papel do padrasto de Luna no crime. No segundo depoimento prestado pela mãe da garota o homem permaneceu em silêncio. Ele foi preso preventivamente junto com a mulher.

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