Jovem é indiciado por homicídio qualificado no atropelamento que matou ex-jogador em SC

Investigações apontam que o acusado dirigia com velocidade acima do permitido e que ele quase atropelou outro ciclista na via

A Polícia Civil concluiu as investigações em torno do atropelamento que matou o ex-jogador de futebol João Batista Lemos, conhecido como Tita, de 54 anos, em Laguna, no Sul do Estado.

Atropelamento vitimou o ex-jogador João Batista Lemos  – Foto: Reprodução/InternetAtropelamento vitimou o ex-jogador João Batista Lemos  – Foto: Reprodução/Internet

O acidente aconteceu em dezembro, por volta das 7h20, quando a vítima andava de bicicleta na rodovia de acesso à BR-101 e foi atingida por um veículo Tucson prata.

Segundo os bombeiros, na época, ele foi socorrido já em estado grave com sinais de traumatismo cranioencefálico e chegou a ser conduzido ao Hospital de Caridade Senhor Bom Jesus dos Passos, onde morreu.

João Batista Lemos tinha 56 anos e trabalhava na Receita Federal – Foto: Reprodução/InternetJoão Batista Lemos tinha 56 anos e trabalhava na Receita Federal – Foto: Reprodução/Internet

Conforme a polícia, o principal suspeito do atropelamento já foi indiciado por homicídio doloso e qualificado, cuja pena prevista pode variar de 12 a 30 anos de prisão.

Ainda segundo as investigações, o atropelamento aconteceu no acostamento da via, durante uma manobra ilegal de ultrapassagem do condutor do automóvel, de 28 anos, pela direita, a uma velocidade acima da permitida para o trânsito local.

Testemunhas ouvidas pela polícia também indicaram que, após a colisão, o motorista não diminuiu a  velocidade, pelo contrario, retornou à pista e fugiu em direção à BR 101.

O acusado chegou a justificar a fuga do local por medo de um possível linchamento. No entanto, os agentes constataram que não houve reunião de pessoas com esse objetivo, apenas para prestar socorro à vítima.

No inquérito policial também foram analisadas imagens de câmeras de segurança que demonstraram uma “direção agressiva do condutor desde o bairro Mar Grosso até o acidente”.

Além disso, de acordo os investigadores, o veículo chegou a “rampar” em um dos cruzamentos de ruas. Em outra imagem, já na mesma avenida, onde ocorreu o atropelamento, foi verificado também que o motorista por pouco não atropelou outro ciclista.

A polícia confirmou que há indicativos de uma possível embriaguez do condutor.

O inquérito foi concluído e encaminhado ao MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), que, por meio da 1ª Promotoria, ofereceu denúncia pelo mesmo crime.

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