Lúcia Maria Stefanovich, a primeira delegada mulher do Brasil, morre em Florianópolis

Ela estava internada no Hospital Baía Sul, onde se recuperava de um AVC

Morreu na madrugada desta terça-feira (7), em Florianópolis, a delegada Lúcia Maria Stefanovich, aos 69 anos. Ela estava internada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do hospital Baía Sul, onde se recuperava de um AVC.

Lúcia foi a primeira delegada do Brasil, em 1972. Ela também foi a primeira mulher a ocupar um cargo de secretária de Segurança Pública, entre os anos de 1995 e 1999, no governo de Paulo Afonso Vieira, e a primeira mulher a ser chefe da Polícia Civil no país.

Segundo a família, Lúcia sofreu um AVC em dezembro do ano passado. Desde então, lutava contra as consequências da doença. Após sete meses internada, passou por um período de 30 dias em casa, mas teve que retornar ao hospital há dois meses.

“Foram 45 anos de dedicação e amor à Polícia Civil. Em todo esse tempo, ela só se ausentou da polícia em três licenças médicas, para ganhar os três primeiros, de quatro filhos. Foi uma heroína para Santa Catarina”, disse o filho Nicolas, lembrando que, até adoecer, continuava ativa na 5ª Delegacia de Polícia da Capital, onde era titular.

O vice-governador do Estado, Eduardo Pinho Moreira, se manifestou nas redes sociais sobre a morte da ex-secretária. “Lúcia deixa um exemplo de dedicação e vocação à causa pública, que orgulha a todos os catarinenses. Meus sentimentos aos familiares e amigos”, escreveu.

O velório acontecerá a partir das 9h no cemitério Jardim da Paz. O sepultamento será às 18h, no mesmo local.

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Lúcia Maria Stefanovich, a primeira delegada mulher do Brasil, morre em Florianópolis

Ela estava internada no Hospital Baía Sul, onde se recuperava de um AVC

Morreu na madrugada desta terça-feira (7), em Florianópolis, a delegada Lúcia Maria Stefanovich, aos 69 anos. Ela estava internada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do hospital Baía Sul, onde se recuperava de um AVC. O velório acontecerá a partir das 9h no cemitério Jardim da Paz. O sepultamento será às 18h, no mesmo local.

Lúcia foi a primeira delegada do Brasil, em 1972. Ela também foi a primeira mulher a ocupar um cargo de secretária de Segurança Pública, entre os anos de 1995 e 1999, no governo de Paulo Afonso Vieira, e a primeira mulher a ser chefe da Polícia Civil no país. O Governo de Santa Catarina declarou luto em todo o Estado pela morte de Lúcia Maria. 

Lúcia Maria Stefanovich morreu na madrugada desta terça em Florianópolis - Lucas Gabriel Diniz/Agência AL/Arquivo/Divulgação/ND
Lúcia Maria Stefanovich morreu na madrugada desta terça em Florianópolis – Lucas Gabriel Diniz/Agência AL/Arquivo/Divulgação/ND

Segundo a família, Lúcia sofreu um AVC em dezembro de 2016. Desde então, lutava contra as consequências da doença. Após sete meses internada, passou por um período de 30 dias em casa, mas teve que retornar ao hospital há dois meses.

“Foram 45 anos de dedicação e amor à Polícia Civil. Em todo esse tempo, ela só se ausentou da polícia em três licenças médicas, para ganhar os três primeiros, de quatro filhos. Foi uma heroína para Santa Catarina”, disse o filho Nicolas, lembrando que, até adoecer, continuava ativa na 5ª Delegacia de Polícia da Capital, onde era titular.

O vice-governador do Estado, Eduardo Pinho Moreira, se manifestou nas redes sociais sobre a morte da ex-secretária. “Lúcia deixa um exemplo de dedicação e vocação à causa pública, que orgulha a todos os catarinenses. Meus sentimentos aos familiares e amigos”, escreveu.

O governador Raimundo Colombo também lamentou a morte da profissional. “A delegada Lúcia Stefanovich foi exemplar na sua atuação de mais de 40 anos na área policial e, mesmo aposentada, seguia atuando na Polícia de Florianópolis”, ressaltou o governador.

A prefeitura de Florianópolis também divulgou uma nota de pesar. “É com profundo pesar que a Prefeitura Municipal de Florianópolis lamenta o falecimento de Lúcia Maria Stefanovich, aos 69 anos. Em 45 anos de dedicação à carreira, deixa um legado como representante das mulheres na Segurança Pública do país. Lúcia foi a primeira delegada mulher do Brasil, a primeira mulher a ocupar um cargo de secretária de Segurança Pública, no governo de Paulo Afonso Vieira, e a primeira mulher a ser chefe da Polícia Civil. Neste momento de dor, a administração municipal se solidariza com os familiares e amigos. Florianópolis perde uma grande mulher”, diz o governo municipal.

Para a Polícia Civil de Santa Catarina, Lúcia foi uma revolucionária. Durante os quatro anos em que exerceu o cargo de secretária, ela determinou a construção de delegacias, implantou o sistema digital e trocou o armamento das corporações (de revólveres por pistolas .40, que eram exclusivas do Exército).

O presidente Estadual do PMDB/SC Mauro Mariani também manifestou pesar sobre o ocrrido em nome do partido. “Companheira desde os tempos de MDB. Lúcia deixa um importante legado de vocação publica, exemplo de perseverança e competência que dignificou a luta feminina por espaços profissionais, bem como todo o setor da segurança pública catarinense e do país”, afirma a nota. 

Colegas de profissão lamentam a morte de Lúcia

Vista como uma mulher experiente e dedicada à profissão, colegas de profissão receberam a notícia da perda com muita emoção. O delegado de Polícia Civil, Wanderley Redondo, titular da Delegacia de Polícia de Pessoas Desaparecidas, disse que conhecia e convivia com Lúcia desde 1982, e que tinha uma grande admiração por ela. “Ela era uma mulher excepcional, que executava muito bem o seu trabalho. A sociedade catarinense perde um grande der humano. Éramos antigos parceiros, eu podia contar com ela sempre”, disse Redondo.

O delegado da Delegacia de Homicídios de Florianópolis, Ênio de Oliveira Mattos, relatou que conhecia Lúcia desde 1998 e que via ela como uma grande líder. “Ele era um exemplo de profissional, foi uma líder”, lamentou Mattos.

Além de colega, a delegada da 2ª Delegacia de Polícia da Capital, Ester Coelho, era amiga da delegada e conta que elas mantinham uma forte amizade desde 1985, quando se conheceram. “Ela era uma excelente profissional, uma amiga parceira e um exemplo de mãe. Há um mês havia perdido o marido. Desde dezembro quando sofreu o AVC não tivemos mais contato, pois com ela hospitalizada o acesso era limitado, mas as notícias eu obtinha pela filha. A polícia perde uma referência e a sociedade perde alguém do bem que ajudava com o coração e com sua experiência”, comentou Ester.

Confira a trajetória de Lúcia: 

1960 – Mudou-se para Florianópolis;
1971 – Terminou o curso de Direito;
1972 – Prestou concurso para a Polícia Civil e, em agosto, assumiu a delegacia de Rio do Sul;
1974 – Assumiu a delegacia da Mulher e do Menor, na Capital;
1977 – 1ª Delegada a comandar a Diretoria de Polícia Científica, hoje, IGP;
1979 – Assessoria de Superintendente da Polícia Civil;
1981 – Polinter;
1982 – Atuou em Tubarão;
1983 – Convidada para montar uma delegacia só com mulheres, criada a 6ª DP;
1990 – 1ª Mulher Superintendente da Polícia Civil, hoje, Delegado Geral da PC;
1995 – 1ª Mulher secretária de Segurança Pública e única de SC até hoje;
1999 – Foi para 5ª DP da Capital, onde atuou até adoecer.

(Fonte: Polícia Civil de Santa Catarina)

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