Mãe confessa que matou e jogou filho em rio e bombeiros buscam corpo; entenda o caso

Segundo a Polícia Civil, ela afirmou não ter certeza se o menino estava morto quando foi colocado na água; bombeiros realizam buscas no local desde quinta-feira (29)

Yasmin Vaz dos Santos Rodrigues, de 26 anos, confessou ter dopado e jogado o corpo do filho Miguel, de sete anos, em um rio, no município de Imbé, Rio Grande do Sul. Segundo a Polícia Civil, ela afirmou não ter certeza se o menino estava morto quando foi colocado na água. O Corpo de Bombeiros realiza buscas no local desde quinta-feira (29).

Bombeiros de Imbé fazem buscas por corpo de menino jogado no rio – Foto: Correio de Imbé/Divulgação/NDBombeiros de Imbé fazem buscas por corpo de menino jogado no rio – Foto: Correio de Imbé/Divulgação/ND

A mãe do menino chegou a tentar registrar o desaparecimento da criança em uma delegacia na quinta-feira (29), mas causou suspeita ao contar que o filho estava desaparecido há dois dias.

“Ela alegou que viu no Google que tinha que esperar 48 horas e foi se contradizendo”, afirmou o delegado Antônio Carlos Ractz Júnior, responsável pelo caso. “A Brigada Militar a acompanhou até em casa, ela não aceitou que a polícia entrasse, o que causou desconfiança. Foram fatos que começaram a levantar suspeitas”, explicou o delegado.

Dopou e jogou no rio

Logo após o depoimento inicial, Yasmin Vaz acabou confessando que dopou o filho e jogou o corpo dele no rio Tramandaí. Ela ainda afirmou que agredia Miguel e tinha uma relação difícil com o menino. O crime teria ocorrido na madrugada de quinta-feira (29).

Ainda segundo a polícia, a mãe do garoto disse ter dado antidepressivo para a criança – um medicamento que era usado pela companheira dela, uma mulher de 23 anos.

Antônio Carlos relata que o menino sofria castigos diários, dormia dentro de um guarda-roupas, e às vezes até amarrado. Ele sofria tortura psicológica e física. À imprensa local, o delegado afirmou que o menino de sete anos estava matriculado em uma escola, mas devido à pandemia da Covid-19, não tinha contato com colegas ou professores. 

A criança teria sido levada até o rio em uma mala de lona com rodinhas, de onde foi retirado e colocado na água. A mochila foi apreendida na casa onde a família vivia há cerca de dois meses. Uma perícia foi realizada no endereço na sexta-feira (30) pelo IGP-RS (Instituto Geral de Perícias do Rio Grande do Sul). Vizinhos e familiares foram ouvidos para apurar como era a relação da família. 

Mochila utilizada para levar garoto até o rio foi encontrada na casa de Yasmin Vaz – Foto: Polícia Civil/Divulgação/NDMochila utilizada para levar garoto até o rio foi encontrada na casa de Yasmin Vaz – Foto: Polícia Civil/Divulgação/ND

A mulher foi presa em flagrante ainda na quinta e teve a prisão convertida em preventiva na sexta, depois de pedido apresentado pelo delegado do caso à Justiça. Ela foi levada a um presídio em Torres.

Yasmin Vaz deve ser indiciada por ocultação de cadáver e homicídio qualificado, com agravante de ter sido cometido contra um descendente, que era menor de 14 anos e não teve condições de se defender.

O advogado da mulher, Bruno Vasconcelos, disse que a defesa não irá se manifestar a respeito dos fatos. 

“O inquérito ainda está em andamento, tem questões para serem apuradas, diligências para serem realizadas, então, até que se concluam algumas coisas, a defesa só irá se manifestar nos autos do processo”, afirmou ele.

Madrasta mantinha criança amarrada dentro de guarda-roupa

Em vídeo divulgado pela Polícia Civil, a madrasta de Miguel, de sete anos, faz ameaças à criança: “Se a tua mãe chegar e tu te mijar eu te desmonto a pau”. Segundo investigações, o menino era mantido amarrado dentro de um guarda-roupa.

“Por que quando a tua mãe está aqui tu se joga? E dá com a tua cara no armário sendo que comigo agora eu abri e tu botou o teu pé direito pra sentar?”, questiona a madrasta no vídeo.

“É porque com ela eu acho que daí ela me ajuda. Com ela eu tento me aparecer de todos os jeitos pra ela dizer: “não, vou deixar ele solto, porque olha, ele não consegue segurar o xixi e ele preso ele não consegue ir no banheiro sozinho, ele precisa avisar e ele não tá avisando, então eu vou deixar ele solto'”, responde o menino.

“Eu vou te cuidar. Se a tua mãe chegar e tu te mijar eu te desmonto a pau. Eu te desmonto, eu te desmonto, eu te desmonto e tu vai sair todo quebrado, se tu se mijar eu pego o teu mijo e esfrego na tua cara. Tu tá entendendo? E vai ser bem tranquilo pra mim”, afirma ela.

Veja vídeo

Polícia divulga prints de conversas

A polícia ainda divulgou prints de conversas entre a mãe do menino e a madrasta em que elas falam sobre a compra de uma corrente para prendê-lo.

Elas também citam uma pessoa chamada Lorenzo, que, em depoimento, a madrasta alegou ser o amigo imaginário do menino. “O Miguel se soltou daí o Lorenzo prendeu ele de novo, deu comida pra ele. Ele mandou te dizer pra ti prender mais forte”, escreveu a mulher.

A mãe do menino e a madrasta em que elas conversam sobre a compra de uma corrente para prendê-lo - Polícia Civil/Divulgação/ND
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A mãe do menino e a madrasta em que elas conversam sobre a compra de uma corrente para prendê-lo - Polícia Civil/Divulgação/ND
Polícia Civil do Rio Grande do Sul divulgou imagens de conversas de Yasmin com companheira - Polícia Civil/Divulgação/ND
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Polícia Civil do Rio Grande do Sul divulgou imagens de conversas de Yasmin com companheira - Polícia Civil/Divulgação/ND
Nas imagens elas citam
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Nas imagens elas citam "Lorenzo", que segundo a enteada do garoto, se tratava de um amigo imaginário - Polícia Civil/Divulgação/ND

*Com informações do portal Folhapress e Metrópoles.

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