Mãe suspeita de matar o filho em Indaial não tinha a guarda do bebê

O menino passou os primeiros 17 dias de vida em um abrigo até a guarda ser concedida para a avó materna, afirma a polícia

A  mulher de 24 anos suspeita de matar o filho de apenas um mês e uma semana de vida, em Indaial, não tinha a guarda do bebê. Segundo a Polícia Civil, após o nascimento, o menino passou os primeiros 17 dias em um abrigo até a guarda ser concedida para a avó materna. Entretanto, a mãe morava na mesma casa e dormia no quarto com a criança.

Mãe suspeita de matar filho em Indaial não tinha a guarda do bebê – Foto: Pixabay/Divulgação/ND

“A guarda era da avó porque a mãe, já no início da gravidez, havia rejeitado a criança. Logo que nasceu, inclusive, ela foi embora do hospital sem o bebê”, afirma o delegado Marcos Ito Okuma. A polícia não tem informações sobre o pai do pequeno. O bebê morreu na sexta-feira (23), no Hospital Santo Antônio, após ser internado com suspeita de agressão.

A mãe disse à polícia que acordou na madrugada de sexta-feira (23), por volta da 1h, com “alguns barulhos vindos do berço e quando acendeu a luz teria visto sangue e nisso o bebê já estava meio desfalecido. Ela saiu gritando do quarto e chamando pela mãe dela”, conta o delegado. No mesmo cômodo estava outra filha da mulher, de um ano e meio.

Okuma explica que o inquérito policial foi concluído e enviado ao Fórum de Indaial. O único documento pendente é o laudo necroscópico. De acordo com ele, o corpo da criança não apresentava lesões externas, apenas danos internos possivelmente causados por “fortes sacudidas”. A mulher está presa preventivamente.

“Ela nega, fala que nunca fez nada e que cuidava bem dele. Diz que está surpresa com a ocorrência”, conta o responsável pela investigação.

A avó, que tinha a guarda do menino, também foi ouvida pela polícia. Conforme as investigações, não há indícios de envolvimento dela na morte do neto. Ela relatou ter sido acordada pela filha durante a noite pedindo ajuda com o pequeno, mas não sabe o que ocorreu dentro do quarto.

O inquérito da Polícia Civil já chegou à 2ª Promotoria de Justiça de Indaial, que agora está aguardando o cumprimento de algumas diligências, segundo a assessoria de imprensa do órgão. Após essa etapa, o Ministério Público decide se apresenta denúncia ao Poder Judiciário e enquadrado por qual crime.

No primeiro momento, antes da morte da criança, a mãe foi autuada em flagrante por tentativa de homicídio. Após a confirmação da morte pelo hospital, foi enviado um complemento ao Fórum de Indaial.

Se considerado homicídio simples, a pena ficaria de seis a 20 anos. Homicídio qualificado, que acredito que possa ser enquadrado, já partiria de 12 a 30 anos. Eles também podem entender uma causa de aumento de pena, ela pode subir mais um terço. Porém, tudo depende do promotor e do juiz”, ressalta Okuma.

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