Mãe suspeita de torturar filho de 10 meses em SC levou bebê a hospital ‘por ele estar chorando’

No local, funcionários denunciaram a mulher sob a alegação de maus-tratos infantil, visto que a criança apresentava diversas lesões e fraturas pelo corpo

A mulher suspeita de torturar o filho de 10 meses em São João Batista, na Grande Florianópolis, levou a criança até o hospital com a justificativa de que ela “estaria chorando muito”, afirmou o delegado responsável pelo caso, Fernando Farias.

Polícia Militar atendeu caso denunciado pelo hospital da cidade – Foto: PMSC/Divulgação/NDPolícia Militar atendeu caso denunciado pelo hospital da cidade – Foto: PMSC/Divulgação/ND

A ocorrência foi atendida pela PM (Polícia Militar) na noite da última sexta-feira (11). A mulher foi presa ainda no hospital de forma preventiva e segue em cárcere na regional de Brusque, que protocola os casos atendidos em São João Batista durante a noite.

A mulher, que não tem outros filhos, recebeu voz de prisão por tortura qualificada por conta das lesões graves que o bebê apresentava. Conforme o delegado, ela deve ser inquirida novamente durante o processo criminal, ainda sem data.

Após a prisão, o bebê ficou internado no hospital, de onde sairá quando o juiz do caso liberá-lo, conforme explica o delegado. Por conta disso, o destino da criança ainda é incerto.

Relembre o caso

A mãe teria levado a criança até o hospital de São João Batista, onde o bebê deu entrada com múltiplas lesões e fraturas nas pernas, nos braços, na costela e na clavícula. Para o delegado, algumas lesões pareciam pareciam anteriores à data em que o bebê foi levado ao pronto socorro.

“Há cerca de três semanas a criança deu entrada em um hospital de Florianópolis com uma lesão no braço. O hospital, então, alertou o Conselho Tutelar, que passou a acompanhar o caso sob a suspeita de tortura e maus-tratos”, conta Fernando.

“A mulher só foi localizada na última sexta-feira, quando a criança deu entrada no hospital de São João Batista”, finaliza.

A suspeita alegou em depoimento que não torturou o bebê e que ela sofreria de uma doença conhecida como “doença dos ossos de vidro”, e que as lesões eram resultado de um incidente com uma criança de cinco anos.

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