Mais de 100kg de bagres pescados ilegalmente são recuperados em Balneário Camboriú

Peixes foram doados para instituição de caridade em Balneário Camboriú; foram pescados ilegalmente cerca de 10 toneladas de bagres

Após a denúncia da pesca ilegal de cerca de 10 toneladas de bagres em Balneário Camboriú no Litoral Norte de Santa Catarina no último dia 13 de janeiro, a Polícia Civil investigou a pescaria que pode configurar crime ambiental, já que, entre 1º de janeiro e 31 de março, o bagre está em período de defeso, ou seja, é proibida a pesca.

Nesta quinta-feira (27), a Polícia Civil recuperou 100kg do peixe e cumpriu três mandados de busca. De acordo com o delegado David Queiroz, responsável pelas investigações, os peixes foram doados para uma entidade de caridade em Balneário Camboriú.

Polícia investiga pesca de 10 toneladas de bagre em Balneário Camboriú – Foto: Reprodução/InternetPolícia investiga pesca de 10 toneladas de bagre em Balneário Camboriú – Foto: Reprodução/Internet

“Contamos com a colaboração da população, por meio de denúncias, para localizar mais peixes. Além de coibir crimes dia gênero a denuncia pode ainda beneficiar, por meio da doação dos peixes apreendidos, pessoas carentes”, destacou o delegado.

As pessoas podem denunciar através do número 181 ou pelo site da Polícia Civil na internet. A polícia tem expectativa de recuperar mais peixes e identificar mais responsáveis pela pesca ilegal.

A pesca de Bagre no período de defeso é ilegal nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo.

Pesca chamou atenção

Quem estava curtindo o dia de calor na Praia Central de Balneário Camboriú no último dia 12 de janeiro deu de cara com toneladas de bagre que tomaram conta da orla, na altura da rua 4.000.

As cerca de 10 toneladas de bagres foram pescadas durante a tarde. Segundo o professor Jules Soto, curador do Museu Oceanográfico da Univali, essa espécie é nativa da costa catarinense e comum nesta época do ano.

Rede cheia de bagre, bolso cheio de dinheiro – Vídeo: Redes sociais

Segundo Soto, o arrasto do bagre era mais comum no passado, com registros de grandes pescarias nos anos 1970. A carne do bagre era usada para fazer carne seca.

Mas, nos últimos anos, a ocorrência do animal diminuiu, ao contrário das tainhas, por exemplo, que por ser uma pesca sazonal, foi possível controlar e manter o número de animais.

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