“Matar ou morrer”: homem é assassinado em prisão da Grande Florianópolis após desavença

Crime ocorreu em presídio que agente penitenciário assassinado estava lotado, mas casos não têm ligação "aparente"; colega de cela confessou autoria do crime

O detento Leandro Boeng, de 42 anos, foi encontrado morto por volta das 6h50 desta segunda-feira (15) dentro da cela de presídio de São Pedro de Alcântara, na Grande Florianópolis. Ele foi assassinado por um colega que desferiu golpes de arma branca e assumiu a autoria do crime.

Desavença será investigada pela polícia civil na Grande FlorianópolisCrime ocorreu na Unidade Prisional de São Pedro de Alcântara, na Grande Florianópolis. Detento estava preso desde 2016 – Foto: Divulgação/ND

No depoimento prestado para a investigação ele alegou que a morte foi cometida pois era caso de “matar ou morrer”. Outros seis detentos estavam na cela, mas afirmaram que estavam dormindo durante o crime, disse o delegado Fabiano da Rocha.

O homem utilizou um instrumento pontiagudo para matar a vítima. “Os presos geralmente quebram alguma coisa na cela, formando uma arma branca”, explicou Rocha. Ele foi preso em flagrante. Até o início da tarde desta segunda-feira, a Polícia Civil ainda não sabia a natureza da desavença entre os dois internos.

Horas antes, o agente penitenciário temporário, Sergio Murilo dos Santos, de 35 anos, fora assassinado a tiros em uma balada em Palhoça. Apesar de trabalhar na mesma prisão onde ocorreu o assassinato de Boeng, ambos os homicídios não tem ligação “aparente”, afirma o delegado. Os casos serão investigados pela Polícia Civil de São Pedro de Alcântara.

Detento estava preso há cinco anos

Boeng estava preso desde 2016 no Cope (Complexo Penitenciário do Estado) em São Pedro e Alcântara. Ele era natural do município vizinho de Palhoça e fora detido pelo crimes de tráfico de drogas, homicídio, porte ilegal de arma de fogo, receptação e organização criminosa, segundo a DPP (Departamento de Polícia Penal).

“Todas as medidas legais e periciais foram tomadas e um laudo do IGP deve indicar a causa e as circunstâncias da morte. Os demais internos da cela foram encaminhados à Delegacia para registro de Boletim de Ocorrência e exame de Corpo de Delito. A Polícia Civil já está investigando o caso para apurar a autoria do crime”, informou a DPP em nota.

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