Desaparecimento do cabo Peretto completa sete anos e intriga a família em SC; veja o vídeo

Policial da reserva tinha 53 anos quando saiu sozinho de casa na Linha Marcon, em Chapecó, e nunca mais foi visto

No dia 23 de junho de 2014, o cabo Nelson Peretto saiu de sua casa em Linha Marcon para trabalhar na lavoura e não retornou. Próximo à residência, a motocicleta do policial da reserva foi encontrada com a chave na ignição, junto com um capacete, uma jaqueta, um par de luvas e uma enxada. Familiares, amigos e a polícia realizaram buscas na região, em Chapecó, mas não conseguiram encontrar Peretto, que continua desaparecido.

“Além de colega, ele era um grande amigo. Foram vários dias de busca por policiais de folga, por policiais aposentados, pelos amigos dele, pelos familiares dele, algumas investigações. O desaparecimento dele se deu no primeiro dia daquela enxurrada que deu na época e os cães farejadores não conseguiram localizar para tentar identificar o que aconteceu com ele. Foram feitas buscas pela Polícia Civil, investigações e não teve resultado. Realmente, não foi possível localizar apesar de todos os esforços feitos”, contou o policial aposentado Clóvis Leuze.

Nelson Peretto, de 53 anos, – Foto: Reprodução/NDNelson Peretto, de 53 anos, – Foto: Reprodução/ND

A família ainda busca saber o que realmente aconteceu com Nelson Peretto. “Sempre que surgia denúncias de onde ele pudesse estar, a polícia sempre foi atrás, mas nada de concreto. O inquérito foi arquivado porque não teve indícios de nada, não se sabe o que aconteceu, não foi encontrado nada, não foi encontrado arma. É um mistério. A gente não sabe o que aconteceu”, disse Micheli Peretti, filha do policial desaparecido.

“A gente se sente muito triste por não ter uma notícia. No passar desses sete anos, a gente continua na mesma coisa, mas ainda tem esperança que um dia a gente vai saber de uma notícia dele, porque não é fácil. A gente se uniu muito, nós três, e a gente tá vivendo assim (…). Praticamente todos os dias a gente lembra”, lamentou a esposa de Peretto, Odete Alberti Peretto.

A filha mais nova do casal, Mirela Peretto, falou sobre a esperança de reencontrar o pai ou, pelo menos, saber o que aconteceu: “A esperança tá sempre viva em nossos corações. Quando ele desapareceu, em 2014, eu tinha 12 anos. Então, foi muito difícil, tá sendo muito difícil. Pode se passar sete, dez, 20 anos, sempre vai ser difícil, porque foi uma cicatriz muito profunda, mas apesar disso, a nossa esperança nunca vai morrer”.

“Ou vivo ou se aconteceu alguma coisa, eu quero saber. Não é justo a gente ficar sofrendo essa angústia. Muitos anos já se passaram e a gente vive assim. A gente vê que encontram tantas pessoas, então a gente tem esperança que ainda vão encontrar o pai das minhas filhas, o meu marido, que era um homem bom e só sabia trabalhar, nunca fez nada de mau para ninguém”, falou Odete.

Confira mais informações sobre o caso na reportagem do Balanço Geral Oeste.

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BG Oeste

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