Morte de foragido no Morro do Mocotó e bloqueio na SC-401 serão investigados

Delegacia de Homicídios da Polícia Civil instaurou inquérito policial, enquanto Polícia Militar faz abordagens para localizar armas utilizadas em ação na rodovia estadual

A Delegacia de Homicídios da Capital instaurou inquérito policial para apurar as circunstâncias da morte de Bruno Adriano de Barcelos, 26 anos, ocorrida na manhã de sábado (13), após confronto com a Polícia Militar no Morro do Mocotó, e ação de homens armados em bloqueio na SC-401.

Morro do Mocotó registrou mais uma morte em confronto com policiais. Foto: Daniel Queiroz/Arquivo/NDMorro do Mocotó registrou mais uma morte em confronto com policiais. Foto: Daniel Queiroz/Arquivo/ND

A morte de Barcelos, também conhecido como Caju, teria motivado o bloqueio na SC-401 registrado no final da tarde de segunda-feira (15), quando um grupo de homens armados queimou pneus e efetuo disparos para o alto.

De acordo com a Polícia Militar, a morte de Bruno Adriano de Barcelos ocorreu após confronto com policiais que estiveram no Morro do Mocotó para atendimento de uma ocorrência.

Conforme o comandante do 4º BPM (Batalhão de Polícia Militar), Dhiogo Cidral, três homens armados foram avistados pela guarnição da PM e houve a troca de tiros.

Os policiais recuaram depois que uma das armas apresentou problemas e quando conseguiram retornaram ao local do tiroteio, encontraram Caju sendo arrastado por um homem, enquanto outro lavava a calçada, suja de sangue.

Uma ambulância do Samu chegou a ser acionada, mas Caju acabou morrendo no local. Segundo a PM, Caju era foragido da Justiça com antecedentes de roubo e tráfico de drogas.

Já na segunda-feira, no final da tarde, oito homens armados foram até a SC-401, na altura do Morro do Caju (bairro Saco Grande) e atearam fogo em pneus para bloquear a rodovia.

Alguns motoristas conseguiram furar o bloqueio e os homens efetuaram disparos para o alto. Vídeos com o episódio circularam pelas redes sociais.

De acordo com Cidral, o setor inteligência da PM conseguiu obter alguns áudios de aplicativos de mensagens que revelaram a relação entre o bloqueio na SC-401 e a morte de Bruno Adriano de Barcelos.

Ainda na segunda, a PM efetuou diversas abordagens na região do bairro Saco Grande na tentativa de apreender as armas utilizadas pelos suspeitos no bloqueio. “Isso não vai passar impune”, garantiu.

Os policiais civis da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Decrim) da Capital, que investigam os atos de violência na SC-401, estiveram na região e realizaram incursões. Este inquérito da Decrim é conduzido pelo delegado João Fleury.

Ainda na segunda-feira (15), policiais civis estiveram na região da SC-401 para acompanhar a perícia e realizaram incursões na região. Novas diligências foram realizadas nesta terça. O inquérito é conduzido pelo delegado João Fleury.

Um outro protesto foi realizado por mulheres em frente à rua Silva Jardim, na entrada do Morro do Mocotó, no final da tarde de segunda-feira (15). Pacificamente, elas levantaram faixas contra a ação policial no Morro do Mocotó. Segundo elas, Caju não estaria armado e não teria recebido socorro médico, porque os policiais não teriam deixado a ambulância do SAMU subir o morro. A PM nega a versão.

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