Mulher acusa banco de racismo ao ser impedida de entrar em agência

Mariana Lopes tentou entrar no Banco do Brasil, em Balneário Camboriú, com a filha de 11 meses no carrinho pela porta de deficientes físicos e foi barrada por seguranças da agência

Uma mulher negra foi impedida de entrar em uma agência do Banco do Brasil, em Balneário Camboriú, na última quarta-feira (21). Ela estava com a filha de 11 meses, no carrinho de bebê e foi barrada pelos funcionários da agência.

Agência do Banco do Brasil na Quarta Avenida, em Balneário Camboriú. – Foto: Google

Mariana Lopes Américo da Cunha, de 32 anos, precisou acessar os caixas eletrônicos e, por estar com a filha dormindo no carrinho, pediu para entrar pela porta de deficientes físicos e não pela porta giratória, porém foi impedida. Ela é empresária, e cliente do banco, e recebeu um novo cartão e precisou ir até a agência da Quarta Avenida para desbloqueá-lo. Ela não tinha com quem deixar a filha, de 11 meses, e por isso a levou junto, no carrinho de bebê. 

Ao chegar na agência, ela solicitou ao segurança que liberasse a entrada secundária para acessar os caixas eletrônicos, porque não conseguiria passar na porta giratória com a filha, que estava dormindo. No entanto, ela não foi autorizada.

Ela até tentou deixar o carrinho na entrada da agência e passar pela porta giratória com o bebê conforto, porém não conseguiu. “Eu tentei entrar, mas como o bebê conforto é grande, eu não consegui passar, e pedi para que eles abrissem a porta de acesso aos cadeirantes novamente”, conta.

Mesmo assim, a porta secundária não foi aberta. Foi nisso que Mariana acionou a polícia, através do 190. Foram cerca de 15 minutos de espera até a polícia chegar.

Só quando os policiais chegaram que os funcionários abriram a porta. Mesmo assim, Mariana conseguiu registrar o boletim de ocorrência. “O registro ainda saiu como se eu estivesse causando uma situação de caos, de perturbação da ordem”, relata Mariana.

“Eu acredito que esse tipo de preconceito não deva acontecer com mais ninguém, essa humilhação”, desabafa.

Veja os vídeos:

De acordo com o Procon de Balneário Camboriú, o acesso de clientes aos estabelecimentos comerciais não deve ser impedido, porém os protocolos de segurança devem ser estabelecidos pelos bancos.

O Banco do Brasil se manifestou em nota sobre o caso

“As agências do Banco do Brasil são dotadas porta giratória detectora de metais (PGDM), dispositivo com sensores que bloqueiam a porta automaticamente quando constatado volume de metal superior ao mínimo permitido. A porta giratória detectora de metais é um dos equipamentos de segurança exigidos pela Polícia Federal e visa à preservação da segurança do ambiente e das pessoas. O BB lamenta o ocorrido e informa que repudia qualquer forma de preconceito. O Banco do Brasil valoriza a diversidade entre seus funcionários e clientes.

“O Banco do Brasil capacita permanentemente seus funcionários e colaboradores para a adequada utilização dos requisitos de segurança em suas unidades. Esses requisitos e rotinas são implementados para garantir a integridade de clientes, usuários e funcionários. O BB informa ainda que vai prestar todas as informações sobre o tema nos fóruns adequados”.

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