Mulher morta em Paial é velada em igreja; suspeito fica em silêncio à polícia

Inquérito policial será remetido ao Ministério Público por homicídio qualificado pelo feminicídio

O suspeito de matar a ex-companheira Clarice Libino, de 38 anos, no município de Paial, no Oeste catarinense, na tarde de segunda-feira (7), foi encaminhado ao Presídio de Concórdia, no Alto Uruguai.

Crime ocorreu no salão de beleza da vítima que fica localizado em frente destacamento da Polícia Militar na cidade de Paial, no Oeste catarinense – Foto: Willian Ricardo/NDCrime ocorreu no salão de beleza da vítima que fica localizado em frente destacamento da Polícia Militar na cidade de Paial, no Oeste catarinense – Foto: Willian Ricardo/ND

Ele foi preso em flagrante na noite de segunda e deve responder por homicídio qualificado pelo feminicídio e por mais duas qualificadoras por motivo fútil, segundo o delegado da PC (Polícia Civil), Marcos Giovanni Silva.

Ainda segundo Silva, o inquérito policial será enviado ao MPSC (Ministério Público de Santa Catarina). Conforme o delegado, foi solicitada a prisão preventiva do principal suspeito do crime. Durante o interrogatório na Delegacia de Polícia, o suspeito permaneceu em silêncio.

Sepultamento da vítima

Clarice Freitas Libino, de 38 anos, é velada nesta terça-feira (8) na igreja Assembleia de Deus na cidade de Paial. O sepultamento acontece no cemitério municipal às 16h desta terça.

O corpo de Clarice Libino será sepultado nesta terça-feira (8), às 16h, no cemitério municipal – Foto: Arquivo pessoal/Divulgação/NDO corpo de Clarice Libino será sepultado nesta terça-feira (8), às 16h, no cemitério municipal – Foto: Arquivo pessoal/Divulgação/ND

O crime

Clarice Libino foi morta dentro de seu salão de beleza com cinco tiros que acertaram a cabeça, costas e o abdômen. A mulher estava atendendo uma cliente quando o autor invadiu o estabelecimento e atirou a queima-roupa, segundo o delegado.

O salão de beleza fica em enfrente ao destacamento da Polícia Militar, o que não o intimidou para cometer o assassinato.

A vítima era casada com o suspeito há cerca de 20 anos e tinha dois filhos com ele. Conforme a prima de Clarice, Salete Teodoro, há cerca de dois meses eles haviam se separado.

Segundo Salete, a prima saiu de casa porque era ameaçada e sofria agressões pelo ex-companheiro, principal suspeito do crime.

O carro em que o suspeito fugiu, um Renault Sandero, foi encontrado abandonado às margens de uma estrada em meio ao mato. Ele estava escondido na casa de um familiar na Linha Aparecida, que fica no interior do município.

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