João Paulo Messer

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Mulher passa mal após vizinhos fazerem festa com fogos de artifício

Em Orleans a festa foi encerrada pela polícia após atender ocorrência de vizinha que necessitou de atendimento médico de emergência.

Tem crescido o número de cidades catarinenses com lei de proibições à soltura de fogos de artifício com estampido. A argumentação é a defesa dos animais, especialmente cães, que reagem mal a este tipo de som. Nesta sexta-feira à noite, entretanto, na cidade de Orleans, onde não proibição, uma mulher teve que ser submetida a atendimento médico após passar mal em consequência destes fogos.

Várias cidades catarinenses proíbem o uso de fogos de artifício com estampido. – Foto: DivulgaçãoVárias cidades catarinenses proíbem o uso de fogos de artifício com estampido. – Foto: Divulgação

O fato aconteceu em uma rua do bairro Gerônimo da cidade de Orleans. Segundo boletim de ocorrência, o filho de uma mulher, cuja identidade e idade não foram revelados, foi acionado pelo telefone. Ao chegar à casa mãe encontrou-a caída com as mãos roxas e pressão alterada, como confirmou o atendimento do SAMU.

A mãe havia reclamado ao filho sobre os rojões que estavam sendo soltos. Mais tarde a vizinha confirmou que estava dando uma festa e que os convidados resolveram soltar os fogos. Por conta disso ela assinou um termo circunstanciado. A mulher não necessitou de internação hospitalar.

Ocorre que na principal cidade do sul, Criciúma, existe lei proibindo o uso de fogos com estampido. Trata-se da lei 7.339 de 4 de fevereiro de 2019, que deve ser discutida no Legislativo de Orleans, após o episódio deste fim de semana.

Já em Criciúma, onde a lei está em vigor, são flagrantes os eventos com desrespeito à lei e não há qualquer fiscalização ou registro de denúncia ou autuação de pessoas que a infringem. Por conta disse uma comissão especial de vereadores, criada neste ano com o propósito de analisar leis desatualizadas ou em descumprimento, discutem a possibilidade de revisão desta lei.

Conclui-se que onde não há a lei eventos pontuais como o desta semana em Orleans levam ao debate sobre a criação de lei deste tipo, enquanto nas cidades onde ela existe o debate é sobre a sua manutenção e real necessidade ou possibilidade de aplicação.

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