Mulher presa com 68 mil comprimidos de ecstasy receberia R$ 10 mil pelo transporte da droga

Ela foi detida na rodoviária de Florianópolis. A Polícia Federal investiga rede internacional de tráfico de drogas sintéticas no Estado

A Polícia Federal investiga se a goianiense Camila Soares de Souza, 27, capturada nesta terça-feira (23) pela manhã no Terminal Rodoviário Rita Maria, com mais de 68 mil comprimidos de ecstasy pertence a uma rede internacional de distribuição de drogas sintéticas. Camila foi detida ao embarcar em um Peugeot dirigido pelo motoboy Rael Jardel Veríssimo dos Passos, 28. Ele, que já tem passagem por tráfico, iria receber R$ 200,00 para levá-la até um hotel em São José. Foi a maior apreensão de drogas sintéticas de uma só vez em Santa Catarina, garante a PM.

Rosane Lima/ND

A droga veio de Amsterdam, capital da Holanda , em duas malas de viagem

Camila contou para o comandante do 4º BPM, tenente-coronel Marcelo Pontes, que foi contratada por R$ 10 mil, livre de despesas aéreas e de hospedagem, para trazer a droga até Florianópolis. O carregamento de ecstasy e os presos foram encaminhados para a Polícia Federal no fim da manhã. De acordo com o militar, o carregamento está avaliado entre R$ 2,5 e R$ 3 milhões. 

No depoimento informal aos militares, ela disse que por falar fluentemente inglês foi convidada por uma pessoa para trazer drogas sintéticas da Europa. Camila saiu do Brasil no dia sete de fevereiro e às 7h do dia seguinte desembarcou no aeroporto de Barajas, em Madrid, na Espanha.

Dez dias depois, ela teria saído de Amsterdam, capital da Holanda, com duas malas de roupas recheadas de cartelas de ecstasy. Camila passou em Portugal e desceu no aeroporto Galeão do Rio de Janeiro, na última segunda-feira. De lá, ela pegou um ônibus com destino a Florianópolis, onde deveria se recepcionada por um homem na rodoviária que a levaria para o hotel em São José, onde estaria sendo aguardada por um dos traficantes ligado a rede internacional de drogas sintéticas.

Florianópolis é, proporcionalmente, uma das capitais com o maior consumo de drogas do país

De acordo com o comandante do 4º BPM, Marcelo Pontes, o serviço de inteligência da PM de Santa Catarina trabalhou em conjunto com colegas cariocas. “Eles nos descreveram as características físicas da mulher que estava chegando na rodoviária com duas malas – uma preta e outra azul – e ficamos de campana. Por volta das 7h abordamos a suspeita quando entrou no Peugeot”, afirmou o coronel.

Um agente da Delegacia de Repressão às Drogas da Polícia Federal, com mais de 20 anos trabalhando no combate às drogas no Brasil, disse que Florianópolis é, proporcionalmente, uma das capitais com o maior consumo de drogas do país. “A maioria dos acidentes fatais nas BRs ocorre pelo excesso do consumo de drogas sintéticas. O LSD, por exemplo, é um entorpecente que alucina o motorista. A Polícia Rodoviária Federal não tem equipamento para detectar se o motorista detido está sob o efeito de drogas sintéticas. Eles só têm o bafômetro que mede a quantidade de álcool”.

Ainda de acordo com o agente federal a droga sintética é consumida escancaradamente nas baladas. “Quando uma garota passa mal nestas festas ela mente para o pai que bebeu demais. Na verdade, ela se excedeu no consumo de balas e energético”. A droga apreendida na rodoviária seria distribuída no Estado.

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