Nove meses depois, vítima de homicídio é identificada pela arcada dentária em SC

Corpo foi encontrado, em 2020, em estado avançado de decomposição; foi necessária a utilização de tecnologias avançadas para fazer a identificação

Uma vítima de homicídio, que morreu carbonizada em abril de 2020, foi identificada nesta semana por meio de uma tecnologia de análise de arcadas dentárias. O corpo estava no IML (Instituto Médico Legal) de Florianópolis.

Escâner 3D intrabucal vem sendo testado no Laboratório do Setor de Antropologia Forense do IML/IGP Scanner 3D intrabucal vem sendo testado no Laboratório do Setor de Antropologia Forense do IML/IGP – Foto: Polícia Civil/Divulgação/ND

Para chegarem à conclusão, os investigadores, orientados pelos peritos do IGP (Instituto Geral de Perícias), compararam as particularidades dentais presentes no exame cadavérico com uma fotografia antiga, onde os dentes da vítima estavam em evidência.

De acordo com a Polícia Civil, foi possível verificar uma série de características únicas, como ausência de dentes, além da presença de desgastes e de tratamentos dentais.

A equipe utilizou um scanner 3D intrabucal, de última geração, que permitiu a digitalização dos arcos dentais em três dimensões, garantindo a sobreposição da imagem virtual sobre a fotografia antiga.

Em menos de meia hora, segundo a Polícia Civil, a identidade da vítima foi confirmada. Tratava-se de uma mulher de São Paulo. Ela foi executada a tiros e teve o corpo parcialmente queimado e enterrado na região da Serrinha, em Florianópolis.

Histórico

O corpo da vítima havia sido encontrado, no dia 30 de abril de 2020, em estado avançado de decomposição, o que acabou inviabilizando a execução do exame de impressões digitais.

Como a mãe biológica da mulher estava vivendo em um presídio, no interior de São Paulo, a análise de DNA também não foi possível. Por causa da pandemia, há limitações de acesso às unidades prisionais.

Trabalho detalhado

O caso foi encaminhado, paralelamente,  ao setor de Odontologia Legal e Antropologia Forense. Com a fotografia em mãos, os peritos dedicaram cerca de três horas para buscar os dentes e fragmentos ósseos dos arcos dentais em meio às demais partes do corpo da vítima.

Sobreposição do modelo 3D e a fotografia antigaSobreposição do modelo 3D e a fotografia antiga – Foto: Polícia Civil/Divulgação/ND

Após limpeza, exames e uma minuciosa remontagem anatômica, o material odontológico estava pronto para ser digitalizado. O arco dental remontado foi submetido ao escaneamento 3D e em poucos minutos estava convertido num arquivo digital.

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