Novo delegado-geral promete foco nas investigações criminais

Anunciado nesta segunda-feira (4), Marcos Ghizoni sucede Akira Sato, que ficou apenas 15 dias no comando da Polícia Civil e se afastou por motivo de saúde

O novo delegado-geral da Polícia Civil, Marcos Ghizoni, nasceu em 6 de novembro de 1972 e entrou para a Polícia Civil em 2006. Em 2012, chegou a alta administração da polícia e, de 2015 a 2018, foi delegado-adjunto, assumindo o comando em 20 de fevereiro de 2018. O novo delegado promete intensificar as investigações criminais, dobrando o número de delegados da DEIC (Diretoria Estadual de Investigações Criminais).

Marcos Ghizoni, novo delegado-geral de SCMarcos Ghizoni, anunciado nesta segunda-feira (4) o novo delegado-geral da Polícia Civil promete intensificar a investigação criminal – Foto: Nícolas Horácio/ND

Graduado em Direito pela Unisul e em Ciência da Computação pela Univali, Ghizoni estava cedido à Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina) onde atuava como controlador-geral há dois anos e dez meses.

Em entrevista exclusiva ao ND+, o novo delegado-geral falou das metas para sua gestão e explicou porque Akira Sato desistiu do cargo e ficou à frente da Polícia Civil apenas duas semanas.

O que o governador lhe pediu de prioridade?

A prioridade é trabalho, trabalho e trabalho. Essa é a função principal da Polícia Civil. Investigação, investigação e investigação doa a quem tiver que doer.

Ele se chateou com a saída de Akira?

Ele entendeu como natural. É uma conjectura que pode ocorrer com qualquer um. Eu, ano passado, tive um problema de saúde. O Akira se sentiu um pouco fragilizado com esse problema de saúde e tomou essa decisão.

O antigo delegado-geral, Akira SatoAkira Sato, oficialmente ex-delegado-geral da Polícia Civil – Foto: Cristiano Estrela/Divulgação/ND

E os anos anteriores à frente da Polícia Civil como agregaram?

Começo a carreira na alta administração da Polícia Civil em 2012. Fui diretor da Acadepol (Academia de Polícia) por três anos. Na minha gestão, credenciei a Acadepol como instituição de nível superior. Depois, vim para chefia da polícia como delegado-adjunto, fiquei por três anos e depois, durante quase um ano, fiquei como delegado-geral.

Muito diferente comandar a instituição em 2018 e agora?

Temos, agora, uma arrecadação financeira muito mais expressiva. Naquela época que assumimos era matança, matança, matança. Tínhamos uma dificuldade muito grande. Níveis de homicídio explodindo e, hoje, temos uma realidade administrativa interna que, eu diria, é rápida de resolver.

Qual?

Com a saída do secretário [Paulo Koerich], acabamos ganhando uma responsabilidade muito grande. Preciso de uma estrutura forte para gastar o dinheiro. Esse é o grande passo administrativo que eu quero dar. Fora isso, é a chegada de uma nova academia de polícia, de novos delegados, injetar dentro da atividade-fim, o máximo possível, principalmente a DEIC. Acho que tem poucos delegados para a estrutura que precisa. Vamos dobrar o número de delegados.

Novo delegado-geral da Polícia Civil em SCDelegado Marcos Ghizoni, delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, – Foto: Ricardo Wolffenbüttel/Secom/ND

Conversou com o delegado Akira?

Ele esteve comigo e o governador. Está bem, um pouco abalado com essa situação. Conversei muito com ele, antes de ele aceitar o convite do governador e eu disse que a cadeira é difícil, você tem que compor.

O senhor está motivado?

Estou pronto. Acho que a vida é um eterno mar e a tua vela tem que estar sempre pronta para o vento. Aqui me chamaram e aqui vou me dedicar, até a hora que o governador achar que não precisa mais. Tenho prazo para começar e não tenho para terminar.

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