‘Nunca imaginamos que alguém possa fazer isso’, diz pai de menino morto pela mãe

Miguel dos Santos Rodrigues, de sete anos, era torturado pela mãe

Uma relação de nove meses que terminou em separação, briga, um exame de DNA que não foi feito e um menininho de sete anos que ficou no Rio Grande do Sul morando com a mãe enquanto o pai voltou para Joinville, no Norte de Santa Catarina e nunca sequer conheceu o pequeno Miguel dos Santos Rodrigues.

A relação conturbada entre João Pedro Ewert, hoje com 28 anos, e Yasmin Vaz dos Santos Rodrigues, hoje aos 26 anos ficou no passado e veio à tona nos últimos dias.

O corpo de Miguel foi encontrado no rio Tramandaí, em Imbé – Foto: Correio de Imbé/Divulgação/NDO corpo de Miguel foi encontrado no rio Tramandaí, em Imbé – Foto: Correio de Imbé/Divulgação/ND

O garotinho foi medicado e o corpo jogado no rio Tramandaí, em Imbé, no estado gaúcho. A mãe confessou o assassinato do próprio filho que, segundo a polícia, sofria intensa tortura física e psicológica.

Ele era constantemente amarrado dentro de um guarda-roupa. Para a polícia, Yasmin tem perfil de psicopata e, além dela, a companheira, Bruna Nathieli Porto da Rosa, também foi presa.

Em Joinville, o pai recebeu a notícia com indignação e revolta apesar de nunca ter conhecido o menino. “O sentimento foi de revolta e indignação. A gente nunca imagina que alguém seja capaz de fazer isso”, fala.

A relação conturbada com Yasmin ficou no passado e ele nunca teve contato com Miguel, que chegou a conhecer a avó e a tia. “Minha mãe e minha irmã conheceram ele e no começo não acreditaram. Eu não mantive contato por causa da briga que tivemos no passado”, explica.

O namoro aconteceu no Rio Grande do Sul, quando João se mudou para o Rio Grande do Sul. Ele morava em Nova Prata, ela em Paraí. A relação durou apenas nove meses quando ele tinha 20 anos.

O pai admite que não foi presente por causa da briga que teve com a mãe e não sabia sobre as torturas e o tratamento dado a Miguel. Apesar da indignação e revolta com o crime bárbaro, João prefere não “aparecer”. “Não quero ficar aparecendo, até porque não tive participação na vida dele e não é justo ter participação agora”, finaliza.

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