‘O demônio se apoderou dele’, diz pai de Lázaro, o serial killer

Edenaldo Barbosa Magalhães, de 57 anos, diz que se sente envergonhado das atitudes do filho

O pai de Lázaro Barbosa Sousa, 32 anos, o aposentado Edenaldo Barbosa Magalhães, 57, definiu o filho como “um monstro” e disse que está envergonhado com às atitudes do rapaz. As declarações foram feitas em entrevista ao site Correio Braziliense.

Lázaro está em fuga da polícia há oito dias – Foto: Reprodução/NDLázaro está em fuga da polícia há oito dias – Foto: Reprodução/ND

“Esse monstro, eu registrei, mas quando as pessoas falam ‘o seu filho’, aquilo me estremece todo. Não dá vontade nem de ficar mais na Terra. Eu estou arrasado. Se eu vê-lo por aí, eu nem conheço mais”, lamenta.

Lázaro matou uma família inteira, atacou outra, atirou e feriu policiais, provocou incêndios e está em fuga da polícia há oito dias. Mais de 200 policiais com helicópteros, viaturas, cães e drones fazem buscas na região do Distrito Federal e Goiás. 

Sobre a chacina de Ceilândia, onde quatro pessoas foram brutalmente assassinadas por Lázaro, o aposentado se diz arrasado e chocado com a violência do próprio filho. “O que mais me dói é o desespero que aquela família sentiu e o que ele fez com aquela pobre mulher. Isso não é gente. Isso é um monstro da pior espécie”, disse.

Edenaldo é casado há quase duas décadas com a mesma mulher e pai de outros três filhos: de 16, 13 e 1 ano. Ele leva uma vida simples no município goiano de Girassol/GO e é aposentado por invalidez, após um AVC e dois infartos. 

O homem contou que se casou com a mãe de Lázaro, Eva Maria Sousa, quando tinha apenas 17 anos, no município de Barra do Mendes/BA. O relacionamento foi conturbado por brigas, agressões e acusações de traição mútuas. Quando o casal se separou, Lázaro Barbosa e o irmão mais novo ainda eram crianças. O menor morreu há cinco anos durante um acerto de contas em Goiás. Ele também teria se envolvido em roubos e homicídios.

Lázaro foi visto em uma fazenda – Foto: Reprodução/NDLázaro foi visto em uma fazenda – Foto: Reprodução/ND

O aposentado só reencontrou o filho há seis anos, durante uma visita. “Só me visitou e foi embora. Foi quando ele teve uma fuga aí. E eu com o coração na mão, doente. Só não morri ainda porque acredito que Deus não quis”, disse o homem, que se declara evangélico. “O demônio se apoderou dele”, acredita.

Os vizinhos dizem que o aposentado é um homem calmo, discreto e religioso. “Eu não quero ele solto jamais. Porque estou com medo dele fazer mal a mim e a minha família. Olha só o que ele está fazendo com todo mundo”, revolta-se.

As informações são do Correio Braziliense.

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