OAB abre processo administrativo após advogado se passar por delegado em São Bento do Sul

Imagens, que circulam nas redes sociais, mostram advogado dizendo a moradores que era delegado após ser repreendido por pilotar uma moto em alta velocidade

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), de São Bento do Sul, informou que abriu um processo ético administrativo contra o advogado que se passou por um delegado. O vídeo, que mostra a ação do suspeito, foi divulgado nas redes sociais e está sob investigação.

Imagens foram gravadas por moradores e mostram homem fazendo ameaça ao se passar por delegado de polícia – Foto: Reprodução/NDImagens foram gravadas por moradores e mostram homem fazendo ameaça ao se passar por delegado de polícia – Foto: Reprodução/ND

O pedido foi enviado à sede da ordem em Florianópolis, onde o caso será avaliado. Segundo Maurício Martins, o Código de Ética da instituição prevê que, em situações onde há uma repercussão negativa, o advogado pode ser suspenso antes do término do processo.

“Será feita a análise para ver se este caso se enquadra neste artigo do código. Caso se enquadrar, o processo será julgado em até 90 dias”, explica.

Caso não se enquadre, Martins explica que o processo segue normalmente, mas com um prazo maior, para que no final se decida se a pessoa será ou não penalizada.

 Relembre o caso

O caso teria ocorrido a cerca de 15 dias, em São Bento do Sul, no Planalto Norte catarinense. Imagens, que circulam nas redes sociais, mostram o momento em que Hugo Leonardo Cordeiro de Souza é abordado por um morador que reclama da velocidade e do perigo que o motociclista levava às crianças que estavam na rua.

Após o questionamento, o suspeito responde se passando por delegado.

“Pode chamar. Você sabe quem está falando? É o delegado de polícia. Chama a polícia, diz que o delegado está aqui, seus filhos estão na rua e você está embaçando comigo”, fala.

De acordo com o delegado Odair Sobreira, um inquérito já foi instaurado sobre o caso. O suspeito pode responder por crimes de ameaça, contravenção penal de se identificar como funcionário público e, ainda, pelo crime de perigo para a vida do outro – porque, de acordo com testemunhas, depois de ameaçar os moradores, teria levado, de carona, uma pessoa sem capacete.

Em nota, o advogado informou que sua equipe jurídica irá se manifestar sobre a situação “no momento oportuno”. Ele também alega que, no dia, não houveram agressões, “apenas um desacordo entre cidadãos que não tomou o melhor rumo para pacificação do ocorrido”.

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