Operação Alcatraz: dois empresários são presos em Joinville

Segundo informações apuradas pelo Grupo ND, suspeitos seriam empresários; também foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão na cidade catarinense

Duas pessoas foram presas preventivamente em Joinville, no Norte do Estado, durante a 2º fase da Operação Alcatraz, desencadeada pela Polícia Federal na manhã desta terça-feira (19). Segundo as informações apuradas pelo Grupo ND, os suspeitos seriam empresários, que atuam na área da saúde.

Além das prisões, quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Joinville – Foto: Divulgacão/JusCatarina/NDAlém das prisões, quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Joinville – Foto: Divulgacão/JusCatarina/ND

Denominada Hemorragia, a ação, que também tem atuação da Receita Federal, tem como alvo a repressão de uma organização criminosa especializada na prática de crimes de corrupção, fraude em procedimentos licitatórios e lavagem de dinheiro.

Nesta fase, a justiça expediu 34 mandados de busca e apreensão, 11 de prisão preventiva e nove mandados de prisão temporária, que estão sendo cumpridos em Florianópolis, Joinville e Xanxerê.

Em Joinville, as prisões foram nos bairros Glória e Centro. Ambos os envolvidos ficarão detidos em prisão domiciliar. Também foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão na cidade. A identidade dos envolvidos não foi divulgada.

Grupo atuou no Estado por cerca de dez anos

As investigações tiveram início em julho de 2018, após um encaminhamento do Ministério Público de Contas do Estado de Santa Catarina, que apontava indícios de desvios de recursos das Secretarias de Estado da Administração e Saúde.

As provas, segundo a Polícia Federal, indicam que a organização criminosa estaria atuando no governo do Estado por pelo menos dez anos – entre 2008 e 2018 -, e era comandada por ocupantes de cargos elevados de instituições públicas e que tinham forte influência política.

A PF informou que foi identificado que o governo do Estado teria pago às empresas investigadas mais de R$ 500 milhões, sendo grande parte vinda da Secretaria de Saúde do Estado.

Ao menos R$ 50 mil, conforme as investigações, teriam sido repassados por meio de contratos simulados a empresas que seriam de integrantes da organização criminosa, sendo identificados, ainda, indícios de pagamento de valores expressivos em espécie.

Ou seja, segundo a PF, a quantidade desviada era sacada da boca do caixa, inclusive de forma fracionada ou revertida em bens registrados em nome dos investigados.

Gráfico mostra como era a atuação do grupo – Foto: Polícia Federal/DivulgaçãoGráfico mostra como era a atuação do grupo – Foto: Polícia Federal/Divulgação

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