Operação conjunta da segurança pública prende em Joinville suposto integrante de facção criminosa

Homem de 49 anos é apontado como participante do Primeiro Grupo Catarinense

Carlos Junior/ND

“É necessário ressaltar que essa integração é determinante para os resultados apresentados”, diz o delegado João Adolpho Fleury (centro)

A ação conjunta entre Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas), DIC (Divisão de Investigação Criminal) e Polícia Militar fez mais uma apreensão importante no combate à violência. Buscando enfraquecer a atuação das organizações criminosas em Joinville, uma nova ação da força-tarefa de segurança foi realizada no início da manhã de ontem e culminou com a prisão de mais um integrante do PGC (Primeiro Grupo Catarinense).

A prisão de três pessoas ocorreu em Pirabeiraba. Um deles, que estava foragido da Penitenciária Industrial de Joinville desde o fim de 2015, quando saiu temporariamente para o Ano Novo, já foi autuado por participação em organização criminosa e, segundo o delegado da DIC João Adolpho Fleury, foi novamente autuado em flagrante por participação no PGC. Antônio Rubens dos Reis, conhecido como Bacharel, 49 anos, foi apresentado no fim da tarde desta segunda-feira. O delegado não informou qual o grau de hierarquia que Bacharel ocupa na facção.

A ação ocorreu após monitoramento, como vem acontecendo nas prisões efetuadas nas últimas semanas. Os policiais levantaram a informação de que Bacharel estaria em uma casa e realizaram a busca. No local, outras duas pessoas foram encontradas, uma delas também apresentada na tarde desta segunda-feira, a princípio não possui evidências de participação em facção criminosa, mas foi presa por evasão e por furto após entrar em uma residência e vestir roupas para facilitar a fuga. O terceiro foi detido apenas para depoimento.

De acordo com Fleury, o homem detido por evasão e furto, ainda será investigado. “O que resta saber é, se ele não faz parte de organização criminosa, por que fugiu do local e por que praticou furto”, destacou. O delegado explicou que o objetivo da operação era a prisão de Bacharel, que já estava sendo monitorado. Ele foi encaminhado ao Presídio Regional. Nenhuma arma ou drogas foram apreendidas junto aos detidos.

Fleury destaca ainda que o sucesso da operação se dá graças à integração entre as forças de segurança. “Os trabalhos são frutos da integração entre Secretaria de Segurança Pública, Polícia Civil, Polícia Militar e Gaeco. É necessário ressaltar que essa integração é determinante para os resultados apresentados”, enfatizou.

As ações da força-tarefa estão ocorrendo diariamente, porém, nenhuma informação é revelada para não atrapalhar o andamento das investigações e o monitoramento dos suspeitos.

Já são 73 prisões

Até a tarde desta segunda-feira, o trabalho integrado entre polícias através de operações em Joinville já contabilizou 73 prisões, das quais 15 por mandados judiciais. Os números foram apresentados durante reunião que ocorreu na ADR (Agência de Desenvolvimento Regional) entre representantes das polícias Civil e Militar.

Segundo o delegado regional da Polícia Civil, Laurito Akira Sato, é necessário ressaltar que entre as prisões, estão importantes líderes de organizações criminosas. “Também conseguimos prender líderes de duas facções que eram os mandantes de crimes em Joinville”, destacou.

Para o comandante da 5ª RPM (Região de Polícia Militar), Amarildo de Assis Alves, o trabalho conjunto e as ações especiais tem tudo para frear a onda de violência na cidade. “A tendência é cair porque os mandantes estão sendo presos e monitorados”, afirmou.

Akira ainda destacou que as mudanças administrativas também fazem parte dos resultados apresentados. “Nossa prioridade tem sido a investigação para dar respostas à comunidade”, explicou.

Nesta terça-feira (8)  o secretário de Estado Segurança Pública, César Augusto Grubba, estará em Joinville.

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