Operação da PF mira DNIT e empresas por fraudes em obras públicas em SC e outros 5 Estados

Em apenas um dos contratos sob investigação, foi constatado prejuízo de mais de R$ 60 milhões aos cofres públicos; cinco servidores foram afastados

A Polícia Federal, em parceria com a CGU (Controladoria-Geral da União) e a Receita Federal, deflagrou na manhã desta quinta-feira (10) a Operação Rolo Compressor. O intuito é reprimir fraudes em obras públicas. A ação ocorre em Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo e Distrito Federal.

Objetivo é apurar irregularidades na aplicação de recursos públicos do DNIT no Paraná, além de atos de corrupção e lavagem de dinheiro – Foto: CGU/Divulgação/NDObjetivo é apurar irregularidades na aplicação de recursos públicos do DNIT no Paraná, além de atos de corrupção e lavagem de dinheiro – Foto: CGU/Divulgação/ND

A operação tem como alvos servidores públicos do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) e empresas responsáveis pela execução e supervisão de obras contratadas pelo órgão no Paraná.

A ação cumpre 26 mandados de busca e apreensão, um mandado de prisão temporária, além do afastamento de cinco servidores públicos e bloqueio de bens dos investigados. Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal em Curitiba.

De acordo com a PF, 3 equipes atuam no cumprimento de três mandados de busca e apreensão em Florianópolis. Não há informações sobre o que foi apreendido. O mandado de prisão foi cumprido em Brasília (DF).

A Operação conta com a participação de 124 policiais federais, 17 auditores da CGU e seis auditores da Receita Federal.

Investigação

A investigação, iniciada em 2015, diz respeito a fraudes em contratações e execução de obras públicas, incluindo superfaturamento e sobrepreço, visando o desvio de recursos públicos.

Além disso, apura atos de corrupção e lavagem de dinheiro, com indícios de que o esquema criminoso funcionava há mais de uma década.

Em apenas um dos contratos sob investigação, referente à obra de duplicação de trecho da rodovia BR-163/PR, com valor contratado superior a R$ 700 milhões, foi constatado prejuízo de mais de R$ 60 milhões aos cofres públicos, segundo auditoria da CGU.

O que diz o DNIT

O DNIT informou, por meio de nota, que colabora com a investigação da PF e que busca a completa elucidação dos fatos. De acordo com o órgão, o inquérito instaurado em 2015 se refere a práticas ocorridas antes desse período.

“As instâncias de integridade da Autarquia também estão apurando os fatos a fim de adotar as medidas administrativas que forem necessárias. O Departamento está em permanente contato com os órgãos de controle e reafirma que pauta sua atuação dentro da legalidade e lisura, respeitando todos os princípios éticos da administração pública”, completa o texto.

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