Operação Opus: facção criminosa é condenada a mais de 195 anos de prisão

Um dos presos seria responsável pela morte de Roberta Keller, de 19 anos, que foi morta queimada viva, em maio de 2017, na cidade de Brusque

A Justiça de Santa Catarina condenou em segunda instância, 19 pessoas acusadas de integrarem uma facção criminosa que atuava na região de Brusque, no Vale do Itajaí. O grupo foi preso durante a Operação Opus, deflagrada em agosto de 2017, pela Polícia Civil.

Foram três meses de investigação até a realização da operação, em agosto de 2017 – Foto: Divulgação / Polícia CivilForam três meses de investigação até a realização da operação, em agosto de 2017 – Foto: Divulgação / Polícia Civil

Ao todo, foram condenados 18 homens e uma mulher pelos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas e corrupção ativa. Somadas, as penas dos réus ultrapassam 195 anos de prisão em regime fechado.

Um dos presos também seria responsável pela morte de Roberta Keller, de 19 anos, que foi morta queimada viva, em maio de 2017, na cidade de Brusque.

O delegado responsável pela investigação à época, Alex Bonfim, comentou a decisão da justiça. Ele disse que a sentença reflete o grau de periculosidade dos envolvidos e entende que a pena foi justa.

“São pessoas que enquanto estiveram livres não fizeram nada, absolutamente nada, além de promover atos para prejudicar as pessoas de bem. […] Elas fizeram do crime o seu trabalho”.

Facção criminosa é condenada a mais de 195 anos de prisão em Brusque – Foto: Divulgação / Polícia CivilFacção criminosa é condenada a mais de 195 anos de prisão em Brusque – Foto: Divulgação / Polícia Civil

Operação Opus

A Operação Opus teve início após a prisão de alguns traficantes na cidade de Brusque. Com base nas informações obtidas com essas prisões a Polícia Civil conseguiu identificar o funcionamento e os integrantes da organização.

Segundo o delegado Alex Bomfim, foram três meses de investigação até a realização da operação, em agosto de 2017. À época foi uma das maiores operações realizadas em Santa Catarina e uma das primeiras realizadas no interior do estado.

Segundo o Ministério Público, além do tráfico de drogas e armas, a quadrilha corrompia agentes públicos para que inserissem drogas e telefones celulares em unidades prisionais da região.

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