Operação Ordem Urbana: empresário e político são presos em Garopaba

A operação já tem mais de dois anos de investigação sobre a prática de crimes contra o meio ambiente e contra a administração pública envolvendo o ramo imobiliário

Um empresário e um agente político foram presos na segunda fase da Operação Ordem Urbana, em Garopaba, nesta quinta-feira (29). Os nomes dos envolvidos não foram divulgados porque o caso segue em segredo de justiça, apesar de que há previsão de pedido de retirada pelo MPSC (Ministério Público de Santa Catarina).

Operação Ordem Urbana: empresário e político são presos em Garopaba. Primeira fase da operação foi deflagrada no dia 6 de outubro – Foto: Arquivo/Divulgação/ND

O Gaaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas) cumpriu os dois mandados de prisão preventiva pois ambos eram denunciados pelo crime de organização criminosa pela 1ª Promotoria de Justiça de Garopaba.

Além disso, foram cumpridos outros mandados de afastamento cautelar da função pública, sendo dois agentes políticos afastados, e cinco afastados e proibidos de contato, direto ou indireto, com os demais denunciados ou testemunhas.

Desdobramento de ação anterior

A segunda fase é um desdobramento da ação deflagrada no dia 6 de outubro. Na ocasião, foram cumpridos 22 mandados de busca e apreensão e 7 mandados de prisão temporária nas cidades de Garopaba e Imbituba.

Destes, cinco seguem presos preventivamente e dois estão em liberdade que foi dada pelo Juiz da comarca, em virtude de medidas cautelares diversas da prisão.

Dois anos de investigação

A operação já tem mais de dois anos de investigação sobre a prática de crimes contra o meio ambiente e contra a administração pública envolvendo o ramo imobiliário de Garopaba e Imbituba, com agentes públicos posicionados em setores-chaves da administração dos dois municípios e com influência política.

“A desordem provocada por parcelamentos ilícitos e negócios irregulares, por vários fatores e ao longo de anos, aponta para futuro trágico de ‘favelização’, depreciação de serviços públicos e ausência de planejamento. São verdadeiros espaços para corrupção e atos de imoralidade pública, bem como de uma economia paralela de ‘tráfico ilícito de posses’.  Certamente hoje, ao lado do saneamento básico, um dos maiores problemas ambientais da região e que exige duro combate e entendimento da sociedade”, afirma o Promotor Luis Felippe Fonseca Católico.

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