Operação Pedra Angular: sete são indiciados por esquema de pirâmide em SC

Estima-se que os criminosos tenham movimentado R$ 70 milhões em menos de um ano; cerca de 200 pessoas teriam sido vítimas do golpe

A Polícia Civil concluiu a investigação da Operação “Pedra Angular” que apurou um esquema de pirâmide financeira que agia no Alto Vale do Itajaí e em algumas cidades do litoral catarinense. Ao todo, sete pessoas foram indiciadas por organização criminosa, lavagem de dinheiro, estelionato e crime contra a economia popular.

Sete são indiciados por esquema de pirâmide em SC – Foto: Divulgação / Polícia CivilSete são indiciados por esquema de pirâmide em SC – Foto: Divulgação / Polícia Civil

Segundo a investigação da Polícia Civil, o esquema teve início na cidade de Pouso Redondo, em 2019, e se expandiu para outras cidades. Estima-se que os criminosos tenham movimentado R$ 70 milhões em menos de um ano. Cerca de 200 pessoas teriam sido vítimas dos suspeitos.

O nome da operação, Pedra Angular, faz referência à construção das pirâmides, que eram erguidas a partir de uma pedra angular que dava sustentação a todo o monumento.

O esquema

Os suspeitos atuavam através da empresa Unii Trading, com matriz em Pouso Redondo e filiais nas demais cidades. Os investigados prometiam lucros exorbitantes a partir dos valores investidos pelas vítimas (até 400% em um ano). Os investimentos iam de R$ 500 até R$ 1 milhão.

Conforme relato da Polícia Civil, quando questionados sobre a alta lucratividade, os suspeitos alegavam que os valores eram aplicados em opções binárias, atividade não regulamentada no Brasil pela Comissão de Valores Imobiliários. O plano de fundo utilizado pelos suspeitos era o de que os valores seriam aplicados no mercado financeiro, justificando assim os altos rendimentos.

A Polícia Civil apurou, no entanto, que se tratava de uma legítima pirâmide financeira, de modo que o pagamento das vítimas que já haviam investido só era possível mediante o ingresso de novos clientes e aporte de novos valores. No auge do negócio a empresa chegou a ter 1,7 mil clientes.

Bens bloqueados

Durante a investigação os suspeitos tiveram o sigilo das contas bancárias afastadas pelo Judiciário, além de diversos bens bloqueados, entre eles carros de luxo, terrenos e outros imóveis. O valor dos bens sequestrados ou bloqueados pela Justiça ultrapassa R$ 1 milhão.

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