Operação Rota Livre prende três policiais rodoviários federais do posto de Barra Velha

Trio preso na manhã desta quarta-feira é suspeito de concussão e peculato e agia lesando passageiros de ônibus de excursões, apropriando-se de suas mercadorias

Três policiais rodoviários federais, cujos nomes não foram divulgados, e que atuavam no posto da Polícia Rodoviária Federal de Barra Velha, na BR-101, no Litoral Norte catarinense, foram presos na manhã desta quarta-feira. O trio é suspeito dos crimes de concussão (corrupção praticada por funcionário público) e peculato (desvio de bens e dinheiro) nas abordagens feitas no posto, que é vinculado à 3ª Delegacia da Polícia Rodoviária Federal em Joinville.

O esquema foi desarticulado pela operação Rota Livre, da Polícia Federal de Joinville com cooperação da corregedoria da PRF. Além das três prisões preventivas, estão sendo cumpridos seis mandados de busca e apreensão e um de condução coercitiva (quando a pessoa é levada para a delegacia para prestar informações). As ações foram realizadas nos municípios de Joinville, Barra Velha, Penha, Balneário Camboriú, Camboriú e Tijucas.

Divulgação/PRF/ND

As ações foram realizadas em Barra Velha

O grupo, que conhecia os horários de passagens de ônibus de excursões pelo posto de Barra Velha, agia interceptando e abordando motoristas destes veículos que trazem mercadorias importadas, vindos de roteiros de compras do Paraguai, sob o pretexto de efetuar ações de repressão ao contrabando e descaminho.

Nas abordagens, os passageiros eram obrigados a retirarem todas as bolsas com compras do bagageiro. Eles eram minuciosamente vistoriadas e as mercadorias, apreendidas. As investigações, que iniciaram baseadas em denúncias de passageiros que se sentiram lesados com as ações, apontaram que, quando não era exigido vantagem financeira para a liberação dos ônibus, as mercadorias eram apreendidas sem que fosse devidamente encaminhadas à Receita Federal e sem a lavratura de documento ou comprovante ao passageiro.

A investigação teve início em 2014. Concluídas as investigações iniciais, que apontaram a prática de irregularidades funcionais e crimes, a Corregedoria da PRF encaminhou toda a documentação para a Polícia Federal a fim de instruir inquérito policial.
Os envolvidos responderão pelos crimes de associação criminosa (antiga formação de quadrilha), concussão e peculato (apropriação/desvio de bens e valores da administração), cujas penas somadas podem chegar a 23 anos de prisão em casos de julgamento e condenação.

Além disso, os envolvidos também sofrerão processos administrativos disciplinares que podem culminar na demissão dos cargos públicos que ocupam.

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