Oposição quer criar CPI da Deic na Assembleia Legislativa

Bancada do PT iniciou na tarde desta terça-feira (10) mobilização para garimpar assinaturas para investigar a Segurança Pública do Estado

Carlos Kilian/ND

Líder do PT, Dirceu Dresch, está confiante na criação da CPI

A Assembleia Legislativa pode abrir uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a crise na Secretaria de Segurança Pública, a partir do afastamento do diretor da Deic (Diretoria Estadual de Investigações Criminais), delegado Cláudio Monteiro, e das denúncias de desvio de peças automotivas, com aval do secretário adjunto, coronel Fernando Menezes. Ontem, integrantes da bancada do PT reuniram-se para estudar a proposta. A exoneração de Monteiro, e o suposto enfraquecimento da instituição para impedir a investigação de casos envolvendo políticos do primeiro escalão do governo são o estopim para o requerimento. A coleta de assinaturas começa nesta quarta-feira (11).
Para abrir a CPI são necessárias 14 assinaturas dos 40 deputados. O líder do PT, Dirceu Dresch, ressaltou que já tem o apoio de nove integrantes da oposição, restando garimpar outros cinco nomes na base governista. Ele já começou as articulações. “Espero definir essa situação em uma semana. O Parlamento não pode ficar de braços cruzados”, ressaltou.
Dresch explica que a repercussão do afastamento do delegado serve como plano de fundo para discutir a crise da segurança pública de Santa Catarina. Ele citou as declarações do presidente da Adepol (Associação dos Delegados de Santa Catarina), Renato Hengds, denunciando o fim das escutas telefônicas. “Isso é grave. Esse mecanismo foi usado para desmembrar diversas quadrilhas que agiam no Estado”, lembrou.
No que depender do deputado Darci de Matos, líder do PSD, não existe a menor possibilidade da criação da CPI. “Não vai sair. Essa comissão não vai acontecer, pois eles não têm votos suficientes. A oposição está agindo politicamente”, defendeu.
Mais diplomático, o deputado Maurício Eskudlark (PSD) acredita que a crise ainda não exige intervenção da Assembleia. Na tarde desta terça-feira, ele fez um discurso em favor de Monteiro no plenário. “A mudança foi feita na hora e da forma errada. Sem profissionais como ele não se faz segurança. Um policial tem família e amigos. Não pode ser execrado e só depois se defender”, avaliou o deputado.

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