Três são denunciados por organização criminosa na Farra do Boi, em SC

Polícia Civil identificou um grupo que recolhia valores mensais dos farristas e usou até um barco para despistar a fiscalização

A Polícia Civil de Bombinhas, Litoral Norte de Santa Catarina, concluiu nesta quinta-feira (1), o inquérito que investiga uma organização criminosa, responsável pela Farra do Boi no município e região. Três pessoas vão responder pelos crimes de maus tratos aos animais e associação criminosa.

Só em 2020, pelo menos 4 animais foram resgatados da Farra. A PC também abriu investigação que identificou uma associação criminosa voltada à prática de crimes ambientais, não só em Bombinhas, mas em toda região, incluindo Porto Belo, Tijucas e Governador Celso Ramos.

Foram identificados na investigação o responsável pelo fornecimento dos animais em Tijucas, o responsável em São José na Grande Florianópolis, pelos transportes dos animais e um organizador da Farra do Boi em Bombinhas. Além destes, também diversas pessoas que financiam ou participam da farra propriamente dita.

Até um barco já foi usado para transportar o animal e despistar a polícia – Foto: Reprodução/RICTV Record TVAté um barco já foi usado para transportar o animal e despistar a polícia – Foto: Reprodução/RICTV Record TV

De acordo com a polícia, até um barco foi utilizado para despistar a fiscalização. Além do crime de maus tratos, os indiciados vão responder por associação criminosa, receptação e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.

Segundo o Delegado de Polícia Ricardo Melo, a prática constitui crime, infração administrativa com pena de multa de até R$ 10 mil e, em caso de reiteração, poderá ser representado à Justiça pela prisão preventiva dos envolvidos.

Só em março de 2021, dois animais já foram resgatados da Farra, no último sábado (27), imagens impressionantes mostram um boi quebrando uma cerca de vidro e caindo em uma piscina para fugir da farra.

Uma investigação foi instaurada para identificar tanto quem organiza a farra, quanto tem participou perseguindo o animal. o delegado Ricardo Melo explica que quem for identificado durante a farra, pode responder criminalmente.

“A gente já identificou pessoas que contribuíam financeiramente todo mês para a Farra. Se a gente identificar outras pessoas que participavam, principalmente na organização da Farra do Boi, nós vamos representar medidas cautelares”, destacou.

Quem participa da Farra pode pegar de 3 meses há 1 ano de prisão por crime ambiental de maus tratos aos animais, mas a pena pode aumentar caso outras práticas criminosas sejam identificadas.

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BG Itajaí