Ossada achada em Florianópolis é do imigrante russo Yaroslav Klevogin, conclui perícia

Em fevereiro, restos humanos em decomposição foram encontradas no Morro do Pantanal; segundo denúncia, traficantes o teriam executado por supostos casos de assédio

O IGP (Instituo Geral de Perícias) confirmou, nesta quinta-feira (13), que a ossada encontrada em fevereiro, no Morro do Pantanal, em Florianópolis, é do russo Yaroslav Klevogin, de 34 anos. Na ocasião, foram achadas partes de um corpo, sem cabeça, em estado avançado de decomposição.

Klevogin estava desaparecido desde o dia 21 de dezembroKlevogin estava desaparecido desde o dia 21 de dezembro – Foto: Reprodução/Redes Sociais

O imigrante estava sendo procurado desde 23 de dezembro de 2020 pela Delegacia de Desaparecidos. A 2ª DP (Delegacia de Polícia Cívil de Florianópolis) foi mobilizada quando os agentes receberam a informação de que ele teria sido morto. Quem fez o boletim de ocorrência foi um amigo do próprio Klevogin.

De acordo com o delegado Wanderley Redondo, da Delegacia de Desaparecidos, amostras de DNA dos familiares de Klevogin foram comparadas para chegar à conclusão dos indícios.

“Acionamos o Consulado Russo solicitando o DNA do pai, que mora da Rússia. A amostra veio e encaminhamos para o IGP. Ontem, saiu o laudo comprovando que era ele”.

O caso deve receber baixa pela Delegacia de Desaparecidos nesta sexta-feira (14).

Entenda a história

Klevogin morava em Florianópolis há cerca de três anos e foi visto pela última vez no dia 21 de dezembro, na rua Capitão Osmar Silva, no Pantanal. A ossada humana foi encontrada enterrada, em 18 de fevereiro, em uma trilha no Morro do Mangueirão, no mesmo bairro.

“Conseguimos achar partes do corpo e ele estava sem a cabeça”, informa o delegado Redondo, se referindo à operação de fevereiro. “Teve muitas lesões nos ossos”, complementa.

Logo após o seu desaparecimento, a Polícia Civil recebeu uma denúncia dando conta que o russo teria sido atraído até uma região de mata no  Pantanal.  O motivo da execução teria sido desrespeito a regras instituídas pelo tráfico de drogas na região. Além disso, haveria uma questão de vingança, já que 12 casos de assédio sexual e três de ameaça foram atribuídos a ele.

Conforme o delegado Felipe Brandão de Oliveira, da 2ª DP, dois suspeitos seguem presos, no momento.

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