Pais que perderam filhos em massacre no Texas criticam conduta policial em escola

Mães e pais que estavam no entorno do colégio pediram à polícia para que entrasse rapidamente no local, mas atirador só foi detido 40 minutos após entrar na escola

O massacre que vitimou pelo menos 19 crianças de sete a 10 anos e duas professoras que estavam na escola Robb Elementary School, em Uvalde, no Texas, segue sendo esclarecido. Além do próprio autor dos disparos, o atirador Salvador Ramos, os pais das vítimas questionam a conduta da polícia, que teria demorado a entrar no colégio. As informações são da AFP.

Crucifixos de madeira foram colocados em frente ao colégio onde ocorreu o tiroteio – Foto: CHANDAN KHANNA/AFPCrucifixos de madeira foram colocados em frente ao colégio onde ocorreu o tiroteio – Foto: CHANDAN KHANNA/AFP

Os pais e mães que estavam no entorno do colégio após receberem a notícia do tiroteio alegam que, durante a ação de Ramos, suplicavam à polícia para que invadisse a escola e contivesse o jovem de 18 anos.

É o caso de Jacinto Cazares, cuja filha Jacklyn morreu no ataque de terça-feira. “Havia ao menos 40 agentes da lei armados até os dentes, mas não fizeram nada, até que foi tarde demais”, disse à ABC News. “A situação poderia ter terminado rapidamente se tivessem um melhor treinamento tático”.

O pastor Daniel Myers e sua esposa Matilda, que também estavam presentes no momento do ocorrido, relataram à AFP que os pais ficaram histéricos enquanto a polícia aguardava reforço antes de entrar na escola. “Os pais estavam desesperados”, disse Daniel.

Ainda do lado de fora, um pai teria pedido aos policiais para que o deixassem entrar. “Um membro de uma família disse: ‘Estive no exército, só me dê uma arma e vou entrar. Não vou hesitar. Vou entrar'”.

Memorial, homenagens e investigação

Um memorial improvisado do lado de fora do colégio recebeu cruzes de madeira com os nomes das vítimas. A escola, que recebia alunos de uma comunidade latina nos Estados Unidos, foi frequentada por Salvador anos antes, que teria sofrido bullying no local.

O atirador entrou na escola portando um fuzil de modelo AR-15 e centenas de cartuchos. As autoridades afirmam que, no dia do ataque, ele usava um colete de estilo militar, enfrentou um agente de recursos escolares, mas conseguiu entrar por uma porta dos fundos, quando chegou a duas salas de aula próximas e começou a atirar.

O diretor do Departamento de Segurança Pública do Texas, Steven McCraw, disse à CNN que o atirador esteve dentro da escola por cerca de 40 minutos. Depois, a polícia quebrou as janelas das salas de aula pelo lado de fora, entrou no colégio e matou o atirador.

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