Pela primeira vez, Monique Medeiros relata episódios de violência de Dr. Jairinho

Em carta escrita na prisão, a professora descreveu situações de discussão, ofensas e agressões envolvendo o namorado

Desde que foi presa há duas semanas como suspeita de envolvimento na morte do filho, Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, relatou pela primeira vez episódios de violência do namorado Dr. Jairinho contra ela, em uma carta escrita na prisão.

A professora descreveu situações de agressões e ciúme exagerado de Dr. Jairinho. No primeiro trecho da carta, Monique narrou um episódio ocorrido em dezembro de 2020.

Monique Medeiros descreveu situações de agressão e violência do namorado Dr. Jairinho – Foto: Record TV/Reprodução/NDMonique Medeiros descreveu situações de agressão e violência do namorado Dr. Jairinho – Foto: Record TV/Reprodução/ND

“Ele foi encontrar uns amigos vereadores para conversarem de trabalho. Eu e Henry estávamos em Bangu nos meus pais. Henry pediu para dormir. Eu tomei meu remédio, coloquei o telefone celular no silencioso, enviei uma mensagem dizendo que ia dormir, era por volta das 23h e assim o fiz”.

Monique conta que foi acordada de maneira brusca. “Lembro de ser acordada no meio da madrugada, sendo enforcada, enquanto eu dormia na cama ao lado do meu filho”.

Na sequência, ela relatou uma discussão com Jairinho. “Ele jogou o telefone em cima de mim, perguntando, me xingando e me ofendendo porque eu não estava atendendo ele e do porquê eu tinha respondido uma mensagem do Leniel onde eu chamava ele de Lê e ele me chamava de Nique”.

Monique se desculpou com o namorado. “Disse que não chamaria mais o Leniel de Lê e no dia seguinte conversaríamos. No dia seguinte ele pediu desculpa, disse que me amava muito, que eu era muito bonita para ele, que tinha muito ciúmes”.

A professora descreve a conversa entre ela, Jairinho e o pai de Henry. Em um final de semana, Leniel “foi entregar o filho no domingo e me pediu para chamar Jairinho para conversar. Leniel disse que não queria que Jairinho desse abraços no Henry, porque ele tinha reclamado que o tio tinha dado um abraço muito forte e que tinha apertado ele demais. Jairinho concordou e eu comecei a observar”.

Discussão por ciúmes

No fim da carta, Monique relatou sobre a ida dela à sessão com a psicóloga de Henry, mas na volta, ela conta que teve outra discussão com Jairinho.

“Ele começou a discutir comigo com ciúmes… me humilhando como se eu fosse uma pessoa ruim. Eu falei que iria embora de novo. Não aguentava mais tanta humilhação. Foi quando ele teve uma crise e começou a chutar minhas malas”.

Na sequência, a professora disse que correu para o quarto de hóspedes e se trancou, mas Jairinho bateu na porta gritando e xingando. Ele conseguiu arrombar a fechadura e entrou no quarto gritando, dizendo que só iria parar se ela tomasse o remédio e fosse dormir no quarto do casal.

“Já era madrugada, eu estava muito triste e não sabia o que fazer. Então tomei o remédio que ele me deu e fui dormir”, finaliza.

A intenção da defesa de Monique é forçar a polícia a ouvi-la de novo em depoimento, mas o delegado, que investiga o caso, já antecipou que pretende concluir o inquérito até esta terça-feira (27).

Monique Medeiros foi diagnosticada com a Covid-19 na semana passada e segue internada no Hospital Penal Hamilton Agostinho, no complexo de Gericinó, em Bangu, Zona Oeste do Rio de Janeiro.

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