PF cumpre mandados em Santa Catarina por fraude em compra de testes para Covid-19

Mandados de busca foram cumpridos em Itajaí e Balneário Camboriú; investigação começou em Rondônia

A Polícia Federal deflagou na manhã desta quinta-feira (30) a Operação Polígrafo, que investiga possível esquema de fraude em aquisições de testes rápidos para Covid-19.

Mandados de busca foram cumpridos em Porto Velho (RO), Rio de Janeiro (RJ), em Itajaí e Balneário Camboriú.

Operação Polígrafo foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (30) em quatro cidades do país, sendo duas em Santa Catarina – Foto: Arquivo/Anderson Coelho/NDOperação Polígrafo foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (30) em quatro cidades do país, sendo duas em Santa Catarina – Foto: Arquivo/Anderson Coelho/ND

A ação ocorre após trabalho conjunto da Polícia Federal, Controladoria-Geral da União e Ministério Público de Rondônia. Ao todo, foram  cumpridos 13 mandados de busca e apreensão. O valor total da contratação investigada chega a R$ 10,50 milhões.

Durante as investigações, foram apurados indícios de irregularidades na dispensa de licitação para compra dos testes com registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

A PF identificou superfaturamento no valor por unidade se comparado ao preço ofertado em chamamento público realizado pela SUPEL (Superintendência Estadual de Licitações).

Com base na análise dos processos licitatórios, a CGU constatou indício de favorecimento à determinada empresa em detrimento daquelas com propostas mais vantajosas, bem como o pagamento adiantado de cerca de R$ 3 milhões de reais, sem apresentação de garantias suficientes para cobrir os riscos.

O valor foi bloqueado judicialmente na esfera cível a pedido do Ministério Público até que a investigação seja concluída.

A empresa suspeita foi alvo da “Operação Dispneia”, deflagrada pela Polícia Federal em 25 de abril, com objetivo de apurar irregularidades na venda de respiradores pulmonares à Secretaria Municipal de Saúde de Fortaleza (CE).

Os investigados devem responder pelos crimes de fraude à licitação, corrupção, peculato, falsidade ideológica e associação criminosa, dentre outros ilícitos a serem apurados.

O nome da operação ‘Polígrafo’ refere-se ao aparelho eletrônico conhecido popularmente como detector de mentiras, como menção às fraudes e direcionamentos das licitações.

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