PMs que abordaram homem desaparecido em Laguna são presos

Desaparecido há um mês, Diego Scott foi visto pela última vez entrando em uma viatura; policiais seguem afastados das funções e a prisão é preventiva

Nesta segunda-feira (15), foram cumpridos os mandados de prisão de dois policiais militares de Laguna, no Sul do Estado, suspeitos de abordar o desaparecido Diego Scott. A família não tem informações de Scott desde 15 de janeiro, quando ele foi visto, pela última vez, em uma abordagem policial.

Diego Scott, desaparecido em Laguna, desde 15 de janeiroDesaparecimento de Scott completa um mês nesta segunda (15) e policiais investigados foram presos de forma preventiva – Foto: Reprodução/Facebook

A prisão dos militares é em caráter preventivo e foi decretada pela Justiça, com parecer favorável do MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), porque os dois militares estariam interferindo nas investigações.

O pedido de prisão foi requerido pela própria PMSC (Polícia Militar de Santa Catarina), para o melhor desenvolvimento das investigações sobre o caso.

Subtração de provas

Os investigados estariam, por exemplo, subtraindo provas, além de ameaçar e coagir testemunhas. Com os indícios de autoria coletados, eles são investigados, entre outros crimes, por abuso de autoridade e prevaricação.

O caso está em investigação desde o momento em que a família de Scott comunicou o desaparecimento às autoridades policiais, com o acompanhamento da 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Laguna, que tem atribuição de fazer o controle externo da atividade policial.

Afastados desde 28 de janeiro

Os dois PMs estão afastados de suas funções – uma medida cautelar alternativa à prisão – desde 28 de janeiro, para evitar prejuízo às investigações em relação ao desaparecido. Mesmo assim, conforme as apurações, os dois continuaram agindo para interferir no processo.

As investigações constataram que os suspeitos teriam eliminado eventuais provas em seus celulares. Além disso, desligaram tablets e câmeras da PM, após a detenção de Diego.

Esses equipamentos deveriam ser mantidos em funcionamento durante a ação dos policiais para, entre outras finalidades, permitir a fiscalização das operações.

A apuração é conduzida pela Divisão de Investigação Criminal da Polícia Civil e Corregedoria da Polícia Militar, com acompanhamento do MPSC.

Posicionamento da PMSC

A PMSC se posicionou em nota, onde ressaltou que os dois policiais foram afastados das funções. Além disso, a PM informou que foi instaurado um Inquérito Policial Militar em 18 de janeiro, com prazo de 40 dias, prorrogáveis por mais 20.

Ainda segundo a nota, os dois militares estão sendo investigados nesse inquérito pelos crimes de ordem militar e transgressão disciplinar militar.

Por fim, a corporação reforça que busca a verdade e preza pela correção das atitudes. Em conjunto com as demais forças de Segurança, a PMSC está apurando o fato com base na legislação vigente, fazendo buscas para tentar encontrar o desaparecido e mantendo contato com a família.

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